Áustria confirma demolição da casa natal de Hitler

Ministro do Interior diz que prédio em Braunau am Inn, onde ditador passou seu primeiro ano de vida, será destruído para evitar peregrinação de neonazistas. Decisão é baseada em estudo de comissão de especialistas.A decisão sobre o que fazer com a casa natal de Adolf Hitler está tomada, segundo publica nesta segunda-feira (17/10) o site do jornal austríaco Die Presse. Em entrevista exclusiva ao diário, o ministro do Interior da Áustria, Wolfgang Sobotka, confirmou que a casa na pequena cidade de Braunau am Inn será demolida. "A casa de Hitler será demolida. A fundação do porão pode permanecer, mas um novo edifício será construído. A casa então será repassada à prefeitura, que lhe dará uma utilidade oficial ou de caridade", disse Sobotka ao Die Presse. O ministro explicou estar seguindo a recomendação de uma comissão de especialistas. O processo parlamentar para a realização do projeto deve ser iniciado já na terça-feira. A medida é necessária porque a casa foi tombada pelo patrimônio histórico, e a expropriação e a indenização da proprietária precisam ser aprovadas por meio de uma lei federal. Em setembro, Sobotka já havia defendido a demolição do prédio com a argumentação de impedir o turismo de neonazistas, que viajam até a Áustria para tirar fotografias em frente à casa. Ele alegou que o local tem valor simbólico para os movimentos extremistas. "É importante quebrar essa simbologia por meio de um uso adequado", disse. O Estado alugou a casa natal de Hitler em 1972. Durante anos, uma oficina para deficientes funcionou no local. Como a proprietária se recusou a fazer reformas no prédio, ele está vazio desde 2011. A casa – na qual o líder nazista viveu o seu primeiro ano de vida – faz parte do centro histórico de Braunau am Inn e foi tombada pelo patrimônio histórico em 1993, o que torna o debate sobre o destino do local ainda mais complicado. Pessoas contrárias à demolição argumentam que derrubar a casa não vai apagar o passado e defendem que o local seja transformado num centro de conscientização sobre os riscos do extremismo. O prefeito da cidade, Johannes Waidbacher, também defende o que chamou de uso sócio-educativo do local. "Queremos um uso historicamente correto da casa de Hitler." Ele disse que não há como apagar o fato de que o ditador nasceu no prédio. PV/AS/dpa/afp/ots

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