Meninas de Chibok libertadas voltam para a família

As 21 jovens nigerianas libertadas na semana passada das mãos dos extremistas do Boko Haram se encontram com parentes na capital. Governo diz que outro grupo deverá ser solto em breveAs 21 estudantes libertadas na última quinta-feira das mãos do grupo jihadista nigeriano Boko Haram se encontraram com suas famílias neste domingo (16/10) na capital Abuja. Elas fazem parte do grupo conhecido como as "meninas de Chibok", após o sequestro de mais de 200 estudantes de uma escola para meninas na pequena cidade, em 2014. A reunião com os familiares demorou alguns dias, em razão de dificuldades para o deslocamento das famílias até a capital. Durante uma cerimônia cristã em homenagem às jovens, organizada pelos serviços de segurança da Nigéria, a estudante Gloria Dame contou que sobreviveu por 40 dias sem comida, e que escapou por pouco da morte. "Eu estava na floresta quando um avião lançou uma bomba que caiu perto de mim, mas não fiquei ferida", afirmou. A maioria das jovens sequestradas era cristã. As meninas foram forçadas a se converter ao islamismo durante o cativeiro. A libertação foi negociada pelos serviços de segurança nigerianos. Segundo a agência de notícias francesa AFP, elas teriam sido "trocadas por quatro prisioneiros do Boko Haram" na manhã de quinta-feira, na fronteira com Camarões. O ministro nigeriano da Informação, Lai Mohammed, afirmou durante a cerimônia que as conversações com os islamistas vão continuar "até que todas as meninas sejam libertadas". "Muito em breve, outro grupo, maior do que este, deverá ser solto", afirmou. Embora tenha conseguido recuperar território do Boko Haram, o presidente Muhammadu Buhari tem enfrentado fortes críticas por não ter conseguido libertar as jovens. As meninas de Chibok se tornaram um símbolo da campanha do Boko Haram para estabelecer um Estado islâmico extremista no país. No dia 14 de abril de 2014, 276 estudantes foram sequestradas de uma escola secundária em Chibok. Mais tarde, 57 delas conseguiriam fugir. Pouco se sabia das outras 219 até o início do ano, quando uma mensagem com uma "prova de vida" foi enviada pelos jihadistas ao governo. Em maio, duas jovens do grupo foram encontradas na floresta de Sambisa, no estado de Borno, um dos últimos redutos do Boko Haram. O sequestro gerou indignação internacional, chamando atenção para a insurgência do Boko Haram. O conflito já deixou ao menos 20 mil mortos e forçou o deslocamento de 2,6 milhões de pessoas. O movimento BringBackOurGirls ("tragam de volta nossas meninas"), que luta pela libertação das estudantes, declarou que aguarda a confirmação da identidade das jovens libertadas. RC/lusa/afp

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