Copom reduz Selic para 14% ao ano

Pela primeira vez desde 2012, Comitê de Política Monetária do Banco Central reduz taxa básica de juros. Redução é de 0,25 ponto percentual. Decisão era esperada pelo mercado.O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (19/10) a taxa básica anual de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Esta é a primeira vez que a taxa é reduzida em quatro anos. A decisão já era esperada pelo mercado que previa cortes a partir deste mês. A Selic é a principal arma usada pelo governo para conter a alta dos preços. A meta de inflação neste ano é de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Porém, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para medir a inflação oficial, acumulou 8,48% nos 12 meses encerrados em setembro, depois de atingir o recorde de 10,71% nos 12 meses terminados em janeiro. Ao justificar a redução dos juros, o Banco Central destacou que a queda na inflação é compatível com a estabilização da economia brasileira e de sua recuperação gradual depois uma longa recessão. "O Copom avaliará o ritmo e a magnitude da flexibilização monetária ao longo do tempo, de modo a garantir a convergência da inflação para a meta de 4,5%", destacou o Banco Central, num comunicado. A decisão da redução foi aprovada por unanimidade pelos membros do comitê. A última redução do Selic havia ocorrido em outubro de 2012. Até abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, o menor nível da história. Porém, passou a ser reajustada até alcançar 14,25% ao ano em julho do ano passado e permaneceu desde então inalterada. A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central contém o excesso de demanda que pressiona os preços, pois os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação. CN/abr/afp/ots

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