MPF denuncia 21 por homicídio em tragédia de Mariana

Ministério Público Federal alega que denunciados sabiam de riscos em barragem que rompeu. Entres os acusados estão executivos da Samarco e integrantes de conselho, indicados pela Vale e BHP Billiton.O Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais denunciou nesta quinta-feira (20/10) 21 funcionários da mineradora Samarco e de suas controladoras, as empresas Vale e BHP Billiton, por homicídio devido ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A tragédia deixou 19 mortos no início de novembro de 2015. O MPF alegou que os denunciados sabiam dos riscos de rompimento da barragem, mas a ganância teria falado mais alto do que a segurança. "Havia sempre a busca pela exploração de mais minério, sempre em busca de aumentar os lucros e dividendos para a Samarco e suas detentoras", afirmou o procurador José Adércio Leite Sampaio. Os 21 acusados, entre eles o ex-presidente da Samarco Ricardo Vescovi e integrantes estrangeiros do conselho de administração da empresa, responderão por homicídio qualificado com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) e por crimes de inundação, desabamento, lesão corporal e ambientais. Um engenheiro da consultoria VogBR, responsável pelo laudo que atestou estabilidade para a barragem, também foi indiciado, junto com a empresa, pelo crime de laudo ambiental falso. A Samarco, a Vale e a BHP Billiton são acusadas por crimes ambientais contra a fauna, a flora, o ordenamento urbano e poluição. O MPF pediu ainda reparação aos danos causados às vítimas. Os indiciados negam irregularidades. No entanto, os procuradores encontraram diversos problemas na barragem que se rompeu e ressaltaram que sinais de uma pré-ruptura foram detectados por funcionários em 2014. A Vale e a BHP Billiton também estariam a par da situação, mas não fizeram nada para impedir a tragédia, destacou o MPF. Segundo o site G1, a Vale repudiou a denúncia do MPF e acusou o órgão de ignorar provas e depoimentos que mostraram que a empresa não sabia dos problemas na barragem, cuja segurança teria sido sempre assegurada. CN/rtr/afp/ots

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