França considera encerrada a evacuação da "Selva de Calais"

Símbolo da crise migratória, campo de refugiados no norte do país foi completamente esvaziado, afirma prefeita. Incêndios marcam último dia da retirada dos migrantes. Maioria é transferida para abrigos.Autoridades francesas declararam nesta quarta-feira (26/10) que chegou ao fim a operação para evacuar o acampamento de refugiados conhecido como "Selva de Calais", no norte da França. A grande maioria dos migrantes foi transferida para centros de acolhimento em todo o país. "O acampamento foi completamente esvaziado. Não há mais migrantes", afirmou a prefeita de Pas-de-Calais, Fabienne Buccio. "Esse é o fim da 'Selva'. Nossa missão foi cumprida." A partir de agora, os trabalhadores responsáveis pela demolição do lugar começarão a limpar a área, retirando os entulhos e desmontando as barracas para evitar que o local volte a se ocupado. Iniciada na segunda-feira, a operação para desmantelar o acampamento em Calais entrou em seu terceiro dia com vários registros de incêndio em abrigos e barracas. Autoridades francesas disseram que quatro afegãos foram detidos por suspeita de terem iniciado o fogo, que deixou uma pessoa levemente ferida. Segundo dados oficiais, cerca de 1.500 migrantes foram distribuídos nesta quarta-feira para centros de acolhimento franceses. Lá eles poderão fazer o pedido oficial de refúgio ao país. Um total de 5 mil pessoas receberam abrigo desde o início da operação, disseram as autoridades, e outras mil ainda aguardavam a transferência na tarde desta quarta-feira nas proximidades do acampamento. Há ainda muitos refugiados que se recusaram a entrar nos ônibus e deixaram Calais por conta própria para buscar abrigo na região. "Essa 'Selva' não é legal. Estamos indo para uma nova selva", disse um jovem paquistanês de 20 anos, que se identificou como Muhammad Afridi. À agência de notícias AP, ele se recusou a contar seu destino, onde já estavam 30 de seus amigos. A "Selva de Calais", segundo as autoridades, chegou a abrigar 6.300 migrantes. Organizações de ajuda humanitária afirmam, porém, que o número era muito maior. O local era destino de muitos refugiados que esperavam conseguir atravessar o Canal da Mancha até o Reino Unido, entrando ilegalmente nas balsas ou nos caminhões e trens que atravessam o Eurotúnel. O plano para a desocupação da "Selva" foi aprovado por um tribunal francês na semana passada. Cerca de 1.250 policiais foram chamados para ajudar na operação. EK/afp/ap/dpa/lusa/rtr

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