Naufrágio no Mediterrâneo deixa dezenas de desaparecidos

Sobreviventes levados à ilha italiana de Lampedusa relatam que duas embarcações naufragaram na costa da Líbia. Somente neste ano, mais de 4 mil migrantes morreram durante a perigosa travessia rumo à Europa.Ao menos 239 pessoas estão desaparecidas após o naufrágio de dois barcos com migrantes na costa da Líbia, afirmou nesta quinta-feira (03/11) a porta-voz da agência da ONU para os refugiados (Acnur) Carlota Sami, com base em relatos de dois sobreviventes que chegaram à ilha de Lampedusa. De acordo com veículos de imprensa italianos, os dois migrantes, que chegaram à ilha italiana junto com outros 27 após terem sido resgatados, contaram que, apesar das más condições do mar, foram obrigados a embarcar e depois o naufrágio aconteceu. As duas embarcações zarparam de pontos do litoral próximos a Trípoli, e a maioria dos imigrantes procede da Guiné. A prefeita de Lampedusa, Giusi Nicolini, afirmou à mídia italiana que os sobreviventes disseram que em uma das embarcações viajavam 138 pessoas e que somente duas mulheres conseguiram se salvar, uma delas uma jovem da Libéria que perdeu seu filho de dois anos. Em outro barco viajavam cerca de 140 pessoas, e os cinco navios que estavam na área só conseguiram salvar 27 delas, explicou Nicolini, que visitou nesta quinta-feira os sobreviventes que chegaram à ilha italiana, a mais próxima da costa da África. Com o fechamento da rota dos Bálcãs e o acordo entre a União Europeia (UE) e a Turquia que visa cessar o fluxo migratório do país para a Europa, os refugiados buscam rotas alternativas, partindo em números cada vez maiores do norte da África, através do Mediterrâneo, rumo à Europa. Segundo a ONU, mais de 4 mil pessoas já morreram em 2016 por conta da perigosa travessia, número maior do que o de todo o ano anterior, quando foram registradas 3.771 mortes. A maioria dos barcos, frequentemente em más condições, parte da costa da Líbia, país que vive uma guerra civil. FC/efe/afp/dpa/rtr

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