Rússia inicia trégua humanitária em Aleppo

Cessar-fogo temporário visa permitir que civis deixem o leste da cidade síria e rendição dos rebeldes, apesar das poucas esperanças de que isso aconteça. Insurgentes dizem não confiar em Moscou.Começou nesta sexta-feira (04/11) na cidade síria de Aleppo um cessar-fogo humanitário de dez horas, anunciado pela Rússia. Nas horas que antecederam a trégua as hostilidades se intensificaram na cidade, em razão da tentativa de grupos rebeldes de romper o cerco imposto pelas tropas do regime de Damasco aos bairros do leste da cidade. A ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora o conflito no país árabe, afirmou que não houve registros significativos de atividades militares das forças sírias ou dos grupos rebeldes durante as primeiras horas da trégua. O regime sírio afirmou que o cessar-fogo temporário é uma tentativa de "evitar mortes injustificadas", mas uma trégua de três dias realizada no mês passado terminou com um número bastante reduzido de pessoas que deixaram o leste da cidade. A plataforma de notícias pró-governo Shahba News Network afirma que corredores foram abertos para permitir que combatentes e civis deixem o leste de Aleppo, mas o Observatório relatou que ninguém os teria utilizado até o momento. A imprensa estatal síria afirmou que os ataques rebeldes às partes da cidade controladas pelas forças do governo mataram ao menos 12 pessoas. O Observatório informou que o número de mortes nas áreas controladas pelo regime aumentou para quase 70 desde o início da ofensiva dos grupos insurgentes. Segundo a ONG os grupos de oposição capturaram o bairro de Dahiyet al-Assad e o vilarejo de Minyan, a leste de Aleppo. Moscou diz que o Exército sírio abriu oito corredores em torno do leste de Aleppo para que os civis possam deixar o local. Duas dessas passagens podem ser utilizadas pelos rebeldes que queiram se render, ainda que haja poucas esperanças de que isso aconteça. Os insurgentes afirmam que o cessar-fogo temporário seria uma tentativa de Moscou de aplacar as críticas internacionais sobre o alto número de mortes causadas pelos bombardeios aéreos das forças russas. "Não confiamos nos russos ou em qualquer de suas tentativas baratas", disse Yasser al-Youssef, da brigada rebelde Nureddin al-Zinki. A ONU informou que não vai tentar realizar evacuações médicas no leste de Aleppo durante a trégua. Estas apenas poderiam ocorrer "se a partes envolvidas no conflito tomassem todas as medidas necessárias para permitir as condições ideais, o que não aconteceu", informou um porta-voz da agência humanitária das Nações Unidas. Segundo a ONU, em torno de 275 mil pessoas estão sitiadas no leste de Aleppo. RC/efe/afp/ap

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