Milhares de sul-coreanos pedem renúncia da presidente

Protesto em Seul é motivado por escândalo de corrupção no governo de Park Geun-hye, que desencadeou crise política. Confidente da presidente é acusada de abuso de poder e apropriação de recursos públicos.Milhares de manifestantes voltaram a pedir neste sábado (05/11), em Seul, a renúncia da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, devido a um escândalo de corrupção e tráfico de influência envolvendo uma confidente da presidente. Apesar de Park ter pedido perdão pelo nesta sexta-feira em cadeia nacional, 43 mil manifestantes, segundo a polícia, e 100 mil, segundo os organizadores, se reuniram no centro da cidade para protestar. Cerca de 20 mil policiais foram mobilizados. O protesto foi motivado pela decisão da procuradoria de indiciar Choi Soon-sil, amiga e confidente de Park, por crime de abuso de poder e apropriação de recursos públicos, entre outras acusações. Acredita-se que Choi, que não tem qualquer cargo oficial, tenha interferido numa série de decisões da presidente, que chegou ao poder em fevereiro de 2013. A confidente teria tido acesso não autorizado a documentos presidenciais e modificado importantes discursos da governante. Também existe a suspeita de que Choi tenha forjado um esquema para que grandes empresas doassem recursos para duas fundações públicas, de cujos ativos ela teria se apropriado parcialmente. A mulher, de 60 anos, permanece detida enquanto procuradores fazem buscas em seus documentos e contas bancárias. "Choi Soon-sil Gate" O caso de Choi desencadeou a maior crise política que Park já enfrentou desde que assumiu o poder, em 2013. Uma pesquisa de opinião aponta que a presidente conta com uma taxa de aprovação de apenas 5%, o menor nível já registrado por um chefe de Estado sul-coreano. Após ser alvo de outros protestos, Park fez uma remodelação governamental nos últimos dias, substituindo o primeiro-ministro, na tentativa de responder à onda de críticas devido ao caso que ficou conhecido como "Choi Soon-sil Gate". Em discurso televisionado nesta sexta-feira, a presidente pediu desculpas pelo escândalo envolvendo a amiga, afirmando sentir-se "devastada". Ela disse ainda que todos os envolvidos devem ser responsabilizados, inclusive ela mesma, se for declarada culpada. "Estes últimos acontecimentos são todos culpa minha, foram causados pela minha imprudência", declarou, explicando que "baixou a guarda" em relação à amiga. LPF/efe/lusa

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