Últimas pesquisas dão vantagem a Hillary

Candidata democrata aparece à frente de Trump nas sondagens, mas com pequena margem. Candidatos fazem ofensiva em estados considerados indecisos, como a Flórida, fundamental para se chegar à Casa Branca.Pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (07/11), véspera de uma das eleições presidenciais mais polarizadoras da história recente americana, apontam que a democrata Hillary Clinton mantém vantagem sobre o republicano Donald Trump – ainda que dentro da margem de erro. No levantamento encomendado pela rede CBS News, por exemplo, a ex-secretária de Estado aparece com 45% das intenções de voto, contra 41% de Trump. Realizada entre os últimos domingo e quarta-feira, a pesquisa tem margem de erro de 3%. Hillary aparece também quatro pontos à frente de Trump na pesquisa ABC News/Washington Post, com 47% dos votos em cenário nacional. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos, e a sondagem foi realizada entre quarta-feira e sábado. A candidata democrata também é posta na liderança pelo último levantamento elaborado para Bloomberg/Selzer, mas com três pontos de vantagem. Na pesquisa, que tem margem de erro de 3,5%, Hillary tem 46% das intenções de voto. A maior distância, seis pontos percentuais, é dada pela pesquisa da Universidade Monmouth, que atribuiu 50% das intenções de voto para Hillary e 44% para Trump, com uma margem de erro de 3,6 para mais ou para menos. Ter a maioria das intenções de voto em pesquisas nacionais, porém, não significa vitória nos EUA. No sistema eleitoral americano, o presidente é eleito pelo Colégio Eleitoral, e os cidadãos elegem apenas os representantes do seu estado nesse colégio. O Colégio Eleitoral é formado por 538 pessoas. E cada um dos 50 estados americanos, mais o distrito federal Washington, está representado nele mais ou menos de acordo com a sua população. A Califórnia, por exemplo, estado mais populoso, tem 55 delegados, que provavelmente devem ir para os democratas. Segundo em número de habitantes, o Texas, mais inclinado para os republicanos, tem 38 delegados. Para vencer a eleição, o candidato precisa ter a maioria no Colégio Eleitoral, ou seja, 270 votos. Para chegar à cifra neste ano, será fundamental conquistar os chamados swing states – estados onde, diferentemente de Texas e Califórnia, a disputa é tida como em aberto. Ofensiva pela Flórida Por isso, na reta final da votação, os candidatos reservaram seu tempo para realizar viagens aos estados onde a disputa é considerada em aberto. A agenda de Hillary, por exemplo, incluiu eventos na Carolina do Norte, Pensilvânia e Michigan. "Vou trabalhar para unir o país", afirmou a democrata, pouco antes de embarcar para o primeiro dos quatro comícios. "Quero mesmo ser a presidente de todos. Pessoas que votam em mim, pessoas que votam contra mim", disse, culpando Trump por "estas separações, estas divisões que foram não só expostas, mas exacerbadas pela campanha do outro lado". Nos últimos dias, Hillary ganhou um cabo eleitoral importante. O presidente Barack Obama esteve no domingo na Flórida, onde a vitória é imprescindível para se chegar à Casa Branca. Em comício em Kissimmee, no centro do estado e onde não há um padrão definido por parte do eleitor, Obama disse que "a força do voto foi comprovada" em 2008, quando a Flórida voltou a votar pelos democratas após 12 anos, e 2012. "Jogaremos fora todo o progresso conseguido se não ganharmos estas eleições. E ganharemos estas eleições se ganharmos na Flórida", disse Obama, que em 2012 venceu na Flórida por 0,9 ponto de diferença, graças ao apoio em massa de latinos e negros. Trump teve agenda semelhante à dos democratas. O magnata iniciou sua maratona de comícios nesta segunda-feira pela Flórida, antes de se dirigir para atos de campanha na Carolina do Norte, Pensilvânia, New Hampshire e Michigan. "Quero que todas as instituições corruptas de Washington ouçam as palavras que vamos todos dizer, quando ganharmos amanhã, vamos drenar o pântano", declarou em Sarasota. "O meu contrato com o eleitor americano começa por um plano para pôr fim à corrupção do governo." Enquanto a região norte da Flórida é branca e republicana, e a sul é mais latina e democrata, o centro – onde Trump voltou no sábado e que Obama visitou no domingo – pode ser essencial. A região registrou um notável aumento de cidadãos negros e latinos na última década, especialmente porto-riquenhos, que já passam dos 300 mil e que podem votar nas eleições. A eles Obama se dirigiu quando disse, em espanhol, "Si, se puede", o famoso slogan de sua campanha de 2008 e que foi cunhado em 1972 pelo líder hispânico César Chávez. Uma sondagem da Universidade de Quinnipiac divulgada nesta segunda-feira revela uma situação de empate técnico entre Hillary e Trump na Flórida. Segundo especialistas, não é realista pensar em um cenário no qual o republicano possa ganhar a Casa Branca sem ter triunfado no estado. LP/rtr/ots

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos