Por que Trump não significa o fim do mundo

Volker Wagener (fc)

Grande parte do Ocidente está em choque após um temido cenário político se tornar realidade: Donald Trump como presidente dos EUA. Reunimos cinco motivos por que as perspectivas não são tão ruins quanto parecem.Eleição é eleição Eleições livres são um dos princípios da democracia e são invioláveis. Portanto, os resultados eleitorais devem ser aceitos, independentemente de quem foi o vencedor. Especialmente em um pleito extremamente polarizado, a vontade dos eleitores precisa ser respeitada. Trump: de populista a pragmático Provocações fazem parte das campanhas eleitorais, e a luta pela vitória inclui também golpes baixos. Mas, depois do triunfo nas urnas, vem a reconciliação com os adversários políticos. Donald Trump tentou isso em seu primeiro discurso após a eleição. Isso significa que, como presidente, ele deve abrandar ou até mesmo esquecer muito do que defendeu durante a campanha. Tudo funciona de acordo com o lema: "não é o homem que molda o cargo, mas o cargo que molda o homem". Trump é um homem de negócios e vai agir rapidamente de forma muito pragmática. A descoberta dos desfavorecidos Trump é o líder da classe média branca. Nos últimos anos, uma grande parte desse segmento populacional vivenciou um declínio econômico e social e recebeu pouca atenção do establishment político. O republicano reuniu a frustração da classe média negligenciada, a luta das classes sociais mais carentes pela sobrevivência, a falta de perspectivas ao longo da região chamada Rust Belt (cinturão da ferrugem) e das antigas regiões industriais. Assim, Trump assumiu o papel de representante dos interesses desses grupos. A esse "senhor" dos desfavorecidos interessa apenas uma coisa: mais postos de trabalho para sustentar famílias. Com Trump, essa parcela da população se move das margens ao centro da opinião pública. Mais investimentos Não existe política boa ou ruim, mas apenas política bem-sucedida. O slogan de Trump Make America great again ("Fazer os EUA grandiosos novamente", em tradução livre) não é, de modo algum, o prenúncio de um novo imperialismo americano. Ele foca na política interna: infraestrutura em vez do envio de missões ao exterior; pontes e escolas em vez de Síria e Iraque. No final, a política econômica de Trump acabará determinando seu sucesso. O recomeço de um país Sob a presidência de Trump, os EUA têm a chance de se reinventarem, refletindo a ira de grande parte dos eleitores do republicano. Há analistas que avaliam a inesperada vitória do milionário como um grito de liberdade. A profunda divisão no país, que com a vitória de Trump parece ter sido plantada para durar anos, proporciona a oportunidade de reformular o American Way of Life (o estilo de vida dos americanos). Para que não só os hipsters de Manhattan ou São Francisco se beneficiem dele, mas também os cidadãos comuns no sul e centro-oeste. Agora, Trump tem que fazer o que prometeu.

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