Governo alemão estuda privatizar autobahn

Medida provavelmente levaria à implementação de pedágio nas autoestradas alemãs, famosas por não terem limite de velocidade. Ideia divide alemães e membros da coalizão de Merkel.O governo da Alemanha estuda privatizar as populares autoestradas do país, o que pode levar à implementação de pedágios, informa neste sábado (12/11) o site da revista alemã Der Spiegel. Polêmico, o tema divide os alemães e os partidos da coalizão da chanceler federal Angela Merkel. Segundo a revista, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, defendeu recentemente no Parlamento alemão a criação de uma parceria público-privada para cuidar das rodovias alemãs, conhecidas por não terem limite de velocidade. Schäuble argumentou que a privatização da empresa de telecomunicações Telekom e dos correios, na década de 1990, teriam mostrada que esse seria um caminho vantajoso. Em outubro, ministros e governadores acertaram que, futuramente, as chamadas "autobahnen" deverão ficar sob a responsabilidade exclusiva do governo federal e que uma sociedade público-privada de infraestrutura assumiria o controle da construção e operação das rodovias do país. O governo alemão deteria uma tímida maioria nessa sociedade (50,1%). Um porta-voz do Ministério das Finanças confirmou as informações neste sábado em Berlim, mas não deu detalhes, já que as conversações entre os órgãos federais e estaduais ainda estão em curso. O Partido Social-Democrata (SPD), parceiro na grande coalizão de governo em Berlim, rejeita os planos do ministro democrata-cristão. Uma posição compartilhada também pelas bancadas de oposição dos Verdes e do partido A Esquerda no Bundestag. O SPD e os partidos oposicionistas afirmam não querer nenhuma privatização parcial das autoestradas alemãs. Uma porta-voz do Ministério da Economia explicou que a posição do chefe da pasta e vice-chanceler federal, o social-democrata Sigmar Gabriel, é muito clara: "Não vai existir nem uma privatização de vias nem uma sociedade responsável pelas autoestradas federais." Para a criação de tal sociedade, seria necessária uma emenda na Lei Fundamental, a Constituição alemã. No entanto, Sören Bartol, vice-líder da bancada social-democrata no Parlamento, afirmou que "os planos de Schäuble não poderão se tornar realidade nesta forma, já que ele não possui maioria no Bundestag para tal". Uma enquete realizada pela revista Der Spiegel em seu site mostra que 85% dos alemães são contra a medida. Até o início da noite deste sábado, mais de 5 mil pessoas haviam votado. CA/dpa/rtr/afp

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