Obama admite preocupações com governo Trump

Na primeira coletiva após eleições, presidente dos EUA afirma que temperamento de Trump não lhe ajudará a governar. "Se as coisas piorarem, americanos perceberão rápido", diz Obama.O presidente americano, Barack Obama, admitiu nesta segunda-feira (14/11) que está preocupado com os efeitos que a presidência do republicano Donald Trump possam ter no país, mas afirmou que o seu sucessor aparenta ser mais pragmático do que ideológico. "Não acho que ele seja ideológico. Eu acho que ele é, em última análise, pragmático. E isso pode ajudá-lo, se ele tiver pessoas boas ao seu redor e um claro senso de direção", afirmou Obama, em sua primeira entrevista coletiva após as eleições presidenciais. Na coletiva, o presidente abordou o processo de transição do governo americano e admitiu preocupação com a administração de seu sucessor. "Se tenho preocupações perante a presidência de Trump? É claro que sim. Ele e eu divergimos sobre uma porção de questões." Obama disse ainda que o magnata será confrontado com a realidade, se tentar colocar em práticas algumas promessas eleitorais, e perceberá que não é tão simples deportar milhões de imigrantes, rescindir acordos globais ou rasgar tratados de defesa assinados com a Otan e o Japão. Como mea culpa, Obama falou sobre não ter conseguido fechar a prisão de Guantánamo, como havia prometido durante sua campanha presidencial e disse que a situação na Síria, cujo governo tem apoio da Rússia e do Irã, é muito mais complexa do que foi na Líbia. "O governo federal e nossa democracia não são uma lancha rápida, são um transatlântico. Isso nos exigiu muito trabalho, inclusive em nossos primeiros dois anos. Eu lhe aconselhei que, antes que se comprometa com certas coisas, reflita realmente", acrescentou Obama. O presidente destacou que alguns aspectos do temperamento de Trump não lhe ajudarão e, por isso, o sucessor necessita reconhecê-los e mudá-los. "Independente das experiências ou suposições que ele tenha, esse cargo tem uma maneira de nos fazer acordar. A realidade tem uma forma de se afirmar", acrescentou Obama. O presidente comentou também o encontro que teve com Trump na semana passada em Washington, após as eleições. "Eu lhe disse que o mais importante é como forma sua equipe, especialmente o chefe de gabinete, os conselheiros da Casa Branca, o Conselho de Segurança Nacional", indicou. Trump anunciou alguns desses nomes no domingo. Obama afirmou ainda ter insistido com o magnata sobre a importância de "dar sinais de unidade" como nação depois da campanha de divisão que ele protagonizou antes de ser eleito para ser seu sucessor. "Se as coisas piorarem [sob o mandato de Trump], o povo americano perceberá isso muito rápido. Se melhorarem, serei o primeiro a felicitá-lo", completou. CN/efe/afp/ap/lusa/rtr

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