Reator de Chernobyl recebe nova cobertura

Sistema hidráulico é usado para posicionar sarcófago de aço sobre reator da antiga usina, que explodiu há 30 anos. Estrutura deve impedir vazamento de material radioativo pelos próximos 100 anos.Um arco gigante de aço, construído para impedir vazamento de material radioativo, começou a ser colocado nesta segunda-feira (14/11) sobre o reator de Chernobyl, na Ucrânia. A instalação da proteção, chamada de sarcófago, deve ser concluída no fim deste mês. A estrutura de 275 metros de largura, 165 metros de comprimento e 108 metros de altura, que pesa mais de 36 mil toneladas, está sendo posicionada sobre o reator da antiga usina nuclear com ajuda de um sistema hidráulico. O novo sarcófago foi construído a cerca de 330 metros do reator. De acordo com o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento, o principal patrocinador do projeto, o arco custou 1,5 bilhão de euros. "O início da colocação do arco sobre o reator 4 na usina nuclear de Chernobyl é o princípio do fim de uma luta de 30 anos com as consequências do desastre de 1986", disse o ministro do Ambiente ucraniano, Ostap Semerak. O desastre No dia 26 de abril de 1986, um teste malfeito na usina nuclear de Chernobyl desencadeou uma explosão que resultou num incêndio, numa série de explosões adicionais e num derretimento nuclear. As nuvens expelidas de material radioativo forçaram milhares de pessoas a abandonarem suas casas. O desastre foi ocultado pelas autoridades do Kremlin durante semanas. Ao menos 30 pessoas morreram no local, mas o maior acidente causado pelo homem levou à morte a milhares de pessoas devido à radiação, que atingiu vastas áreas da zona ocidental da antiga União Soviética. Na época, trabalhadores convocados em toda a ex-União Soviética para limpar e conter a disseminação de material radioativo construíram um bloco de cimento em volta do reator. Mas está estrutura corre o risco de ruir. A nova construção metálica deve impedir o vazamento de material radioativo pelos próximos 100 anos. Mais de 200 toneladas de urânio seguem no interior do reator destruído. Segundo o banco europeu, o arco é um dos projetos mais ambiciosos da história da engenharia. CN/lusa/afp/ap

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