Em última viagem oficial à Europa, Obama reforça laços com o continente

Viagem de quatro dias teve início em Atenas, onde o presidente americano fará um aguardado discurso, e se encerra em Berlim. A visita conta com forte esquema de segurança.O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu início nesta terça-feira (15/11) a sua última viagem oficial à Europa antes de deixar o cargo. Chegando a Atenas, em encontro com o presidente grego, Prokopis Pavlopoulos, ele reforçou os laços de seu país com o continente europeu foi marcada. "Nós acreditamos que uma Europa forte, próspera e unida não é algo bom apenas para a Europa, mas para o mundo todo, e também para os Estados Unidos", declarou Obama. A viagem terá duração de quatro dias, encerrando-se com uma visita a Berlim. O líder americano assegurou que Washington não abandonará a Grécia em meio à crise financeira que o país atravessa. Em referência às reformas econômicas atualmente em curso no país endividado, Obama ressaltou que austeridade, apenas, não resolverá os problemas financeiros nacionais, salientando a necessidade de aliviar a dívida grega. Esta é a primeira visita de um chefe de Estado americano ao país mediterrâneo desde 1999, quando a estada de Bill Clinton foi marcada por uma série de protestos violentos nas ruas. Desta vez foi organizado um forte esquema de segurança para a chegada do presidente dos EUA. Além do fechamento das principais estradas na rota a ser percorrida, também foram proibidas aglomerações e manifestações em áreas do centro de Atenas e nas proximidades do hotel de luxo à beira-mar onde Obama se hospeda. Barcos também estão proibidos de navegar no local. Mais de 5 mil policiais foram mobilizados para a visita de dois dias. A medida visa, em parte, fazer frente às manifestações anunciadas por grupos anarquistas e de esquerda para o período da tarde, com pelo menos um grupo armado prometendo "ataques e confrontos". Um dos momentos mais aguardados da visita está marcado para a quarta-feira, quando o americano fará um discurso na cidade considerada berço da democracia mundial. Na ocasião, espera-se que Obama fale sobre seu legado político, assim como sobre a vitória de Donald Trump nas eleições para a Casa Branca. O líder democrata deverá, ainda, reunir-se com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, para tratar de assuntos como a situação crítica dos refugiados e a crise financeira que o país mediterrâneo atravessa. A estabilidade da Grécia é assunto de interesse para Washington, sobretudo devido a sua posição geográfica do país, entre a Turquia, o Oriente Médio e o Norte Africano. A ilha de Creta, por exemplo, abriga uma base militar americana, a partir de onde são controladas operações militares na região. IP/dpa/ap

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