Bombardeios atingem hospitais em Aleppo

Pelo menos 46 pessoas morrem e mais de cem ficam feridas em ataques no leste de Aleppo. Rússia e Síria negam envolvimento em ação. Bombardeios na região foram retomados há um dia.Ataques aéreos atingiram nesta quarta-feira (16/11) dois hospitais e um banco de sangue no leste da cidade síria de Aleppo. Pelo menos 46 pessoas morreram e mais de 106 ficaram feridas no bombardeio. "A maioria das vítimas foi registrada nos bairros de Al Shaar e Al Sukari", informou o porta-voz da Defesa Civil Síria, que trabalha principalmente em regiões controladas por rebeldes, Ibrahim Abu Leiz. Inicialmente, o Observatório Sírio de Direitos Humanos havia anunciado a morte de 21 pessoas nesta quarta-feira e de outras 11 na terça-feira, após a retomada dos bombardeios, interrompidos por três semanas, e dos disparos de artilharia por parte das forças do governo contra o leste da cidade, sitiado pelo Exército e controlado por rebeldes. Abu Leiz acrescentou que pelo menos 19 pessoas morreram em Batabu, ao oeste de Aleppo, num ataque de aviões não identificados, número que foi confirmado pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos posteriormente. Em comunicado, a ONG Associação de Médicos Independentes, que apoia instalações médicas na Síria, afirmou que um hospital infantil também foi alvos dos ataques. Paciente e funcionários tiveram que buscar proteção no porão. A Rússia disse que promoveu ataques aéreos apenas em Idlib e na província central de Homs e que alvos eram grupos de militantes extremistas ligados ao "Estado Islâmico" (EI) e a Al Qaeda. Moscou e Damasco negaram envolvimento nos bombardeios em Aleppo. No entanto, aeronaves sírias foram vistas sobrevoando a cidade. Hospitais são alvos frequentes de bombardeios no conflito. A Organização Mundial de Saúde (OMS) documentou 126 ataques a instalações médicas em todo o país somente neste ano. CN/efe/ap

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