Conferência do Clima define primeiros detalhes do Acordo de Paris

Membros da COP estabelecem plano para concluir regulamento de acordo até 2018. Países industrializados prometem aumentar doações para fundo de combate aos impactos do aquecimento global.No último dia da 22ª Conferência da ONU sobre o Clima, a COP 22, em Marrakesh, no Marrocos, os participantes definiram na madrugada deste sábado (19/11) os primeiros detalhes do regulamento que regerá o Acordo de Paris, que determina as diretrizes universais para o combate ao aquecimento global. O grupo definiu um plano de trabalho para concluir este regulamento até 2018, dois anos antes do Acordo de Paris começar a valer. Os cerca de 200 países membros da COP se comprometeram ainda em voltar a se reunir em 2017 para verificar os avanços locais sobre a proteção climática. Além de detalhes técnicos, os países industrializados prometeram aumentar progressivamente as doações até alcançar 100 bilhões de dólares por ano, com recursos privados e estatais, em 2020, para um fundo que financiará medidas de combate aos impactos do aquecimento global. Os países pediram ainda que o presidente americano eleito, Donald Trump, apoie o Acordo de Paris. O primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama, chegou a convidar o magnata para visitar a nação no sul do Pacífico para ver com os próprios olhos os efeitos das mudanças climáticas. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que as declarações e as decisões aprovadas no Marrocos reafirmam o apoio mundial ao Acordo de Paris, firmado no ano passado, e a vontade dos países de implementar o tratado o mais rápido possível. "Nenhum países, sem importar tamanho ou poder, está imune aos impactos das mudanças climáticas e ninguém pode responder a esse desafio sozinho", ressaltou Ban. Fim de combustíveis fósseis Durante a conferência, um total de 47 países se prontificou nesta sexta-feira a eliminar progressivamente o uso de combustíveis fósseis até sua completa substituição por fontes de energia renovável o mais rápido possível, o mais tardar até 2020. Dos 47 signatários, 43 pertencem ao "Climate Vulnerable Forum" (CVF), que inclui países da África, Ásia, Caribe e do Pacífico Sul. Estes são os mais vulneráveis do mundo às mudanças climáticas, devido ao aumento do nível do mar, secas e tempestades – fenômenos que podem ser agravados pelo aquecimento global. CN/rtr/afp/dpa/efe

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