Tropas iraquianas enfrentam resistência do EI em Mossul

Militantes do "Estado Islâmico" ainda resistem em alguns bairros, enquanto forças leais ao governo continuam a ganhar terreno na maior cidade do Iraque sob poder dos jihadistas.Tropas iraquianas afirmam estar enfrentando forte resistência neste sábado (18/11) de militantes do "Estado Islâmico" (EI), ao tentarem avançar nos setores mais a leste de Mossul, apoiadas por suporte aéreo da coalizão internacional liderada pelos EUA. O general Sami al-Aridi, das forças especiais iraquianas, disse que tropas do governo conseguiram retomar dois bairros da cidade, controlada pelos jihadistas do EI desde 2014, lutando contra franco-atiradores, combatentes e ataques praticados por homens-bomba. As tropas iraquianas retomaram os distritos de Muharabeen e Ulama na tarde de sábado, após libertarem a vizinhança adjacente de Tahrir. Grossas colunas de fumaça negra foram vistas saindo das duas áreas, enquanto dezenas de civis fugiam para setores controlados pelo governo. Pouco antes do meio-dia, um terrorista suicida surgiu de uma casa no bairro de Tahrir, atacando e ferindo quatro soldados. Outro carro-bomba atingiu as tropas no bairro de Aden durante a tarde, matando um soldado e ferindo três outros. Tropas aliadas ao governo iraquiano sofreram um revés, quando militantes do EI mataram sete combatentes tribais sunitas e cinco policiais em Shirqat, uma cidade sunita entre Mossul e a capital, Bagdá, segundo fontes locais de segurança. Na noite de sexta-feira, um grupo de militantes jihadistas atacou a aldeia de Imam Gharbi, a sul de Mossul, controlando a maior parte da área por horas, até os jihadistas serem alvejados por ataques aéreos da coalizão internacional, segundo um oficial. Confrontos e vários atentados suicidas mataram três policiais, incluindo um oficial, e feriram outros quatro. Nove combatentes do EI foram mortos, segundo os militares iraquianos. Aeroporto A oeste de Mossul, milícias xiitas autorizadas pelo governo iraquiano tomaram o controle total do aeroporto militar de Tal Afar na noite de sexta-feira, de acordo com Jaafar al-Husseini, porta-voz das influentes Brigadas do Hisbolá. Al-Husseini disse que os confrontos quase destruíram o aeroporto e que este será uma importante base para o avanço das tropas. O grupo extremista EI capturou Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, em 2014. A ofensiva para retomar a cidade, que foi lançada em 17 de outubro, é a maior operação militar no Iraque desde que as tropas americanas deixaram o país em 2011. Se for bem-sucedida, a retomada de Mossul será o revés mais forte contra o autodenominado "califado" do EI, que se estende até a Síria. Milícias xiitas estão liderando um ataque para expulsar o EI de Tal Afar, que tinha uma população de maioria xiita antes de cair no controle dos jihadistas em 2014, e também para cortar as linhas de abastecimento do EI que ligam Mossul à Síria. Segundo as Nações Unidas, mais de 56 mil civis forçados a deixar suas casas desde que a operação começou, dos 1,5 milhão de civis que vivem dentro e ao redor de Mossul. MD/rtr/ap

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