Angela Merkel lançará candidatura a reeleição

Chanceler alemã vai concorrer a quarto mandato como chefe de governo da Alemanha, informam fontes ligadas ao partido dela, citadas por agências de notícias.Chanceler alemã vai concorrer a quarto mandato como chefe de governo da Alemanha, informam neste domingo (20/11) fontes ligadas ao partido dela, citadas por agências de notícias. Após meses de intensas especulações, ela disse aos líderes de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), estar preparada para liderar a legenda na eleição parlamentar alemã, prevista para setembro ou outubro de 2017. O líder democrata-cristã, de 62 anos, enfrentou uma série de dificuldades nos últimos meses, depois de severas críticas à sua política de migração, com a queda na aprovação de seu governo, acompanhada por uma ascensão de partidos populistas de direita. Merkel, que está no poder desde 2015, agendou uma entrevista coletiva na sede da CDU no início da noite deste domingo, às 19h (horário local). Início de carreira casual Há quase 11 anos como chefe de governo alemã, Merkel começou na política de maneira mais casual que planejada. Aos 35 anos, a então vice-porta-voz do último chefe de governo da RDA, Lothar de Maizière, recebeu dele a possibilidade de dar vazão a seu talento para organização e comunicação. Merkel havia se filiado pouco antes à CDU. Aplicada por natureza, ela começou a desenvolver ambições. Durante o governo do chanceler federal Helmut Kohl, ela ocupou, em 1994, o posto de ministra do Meio Ambiente e Segurança de Reatores – uma pasta importante e adequada para alguém que havia concluído um doutorado em Física. Frente à questão controversa, tanto hoje quanto na época, sobre o que fazer com o lixo atômico radioativo, Merkel mostrava-se irredutível em defesa do uso da energia nuclear – postura mantida até o acidente em Fukushima. Chance com queda de Kohl Quando Helmut Kohl perdeu as eleições parlamentares em 1998, a CDU entrou em estado de choque. Mas Angela Merkel não. Foi aí que ela vislumbrou seu lugar na era pós-Kohl. Wolfgang Schäuble, que se tornou na época presidente do partido, convidou-a para o cargo de secretária-geral. "O que importa é virarmos manchete", era sua diretriz na nova função. E durante o escândalo financeiro envolvendo doações para o partido, cujos protagonistas foram sobretudo Kohl e Schäuble, ela conduziu a queda moral do antigo chefe de governo. Em abril de 2000, Merkel foi eleita presidente da CDU e, nas eleições parlamentares de 2005, foi a principal candidata dos democrata-cristãos. Ela chegou ao posto de chanceler federal, mesmo que a única coalizão possível tenha sido com os rivais social-democratas. MD/ap/afp/dpa/rtr .

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