Conservadores franceses definem candidato à presidência

A cinco meses da eleição, prévia aponta nome que concorre ao cargo de chefe de Estado pelo partido Os Republicanos. Sarkozy, Juppé e Fillon são únicos com chance. Vencedor possivelmente concorrerá contra Marine Le Pen.A cinco meses da eleição presidencial na França, os eleitores do país foram chamados às urnas neste domingo (20/11) para o primeiro turno das primárias dos conservadores à presidência. Os favoritos são o ex-Presidente Nicolas Sarkozy e os ex-primeiros-ministros Alain Juppé e François Fillon. O vencedor vai concorrer na eleição presidencial de 2017, no segundo turno, provavelmente contra Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional. Ao todo, concorrem sete candidatos dos conservadores Republicanos. Além dos favoritos Sarkozy, Juppé e Fillon, também participam os ex-ministros Bruno Le Maire, Natalhie Kosciusko-Morizet e Jean-François Copé, além de Jean-Frédéric Poisson. Esses quatro, entretanto, praticamente não têm chances de chegar à vitória. Os dois vencedores vão concorrer no próximo domingo em um segundo turno das primárias conservadoras. Pela primeira vez em sua história, os conservadores franceses escolhem seu candidato presidencial em uma prévia. A votação é aberta a todos os eleitores franceses que pagarem 2 euros e assinarem uma declaração de adesão aos valores da centro-direita. Cerca de 10 mil locais de votação foram abertos. As primárias ganharam importância especial porque as pesquisas indicam que o candidato da centro-direita terá grandes chances de chegar ao Palácio do Eliseu nas eleições de abril de 2017. A esquerda, do atual presidente do país, François Hollande, está dividida. E a extrema-direita, de Marine Le Pen, apesar do impulso pela vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, tem dificuldade de convencer mais da metade dos eleitores. Os conservadores esperam que as primárias sirvam de plataforma de lançamento para o candidato vitorioso, repetindo o que ocorreu em 2011, quando Hollande usou as prévias do partido como trampolim para se lançar e vencer o duelo pelo Palácio do Eliseu no ano seguinte. Para isso, a centro-direita aposta em uma grande participação, superior à 2,6 milhões de pessoas que votaram nas primárias da esquerda em 2011, única referência deste tipo na França. Prova da tensão que há entre os pré-candidatos, sobretudo os três favoritos, é o tom dos discursos, que foi esquentando à medida que a votação se aproximava. Os três encerraram suas campanhas com grandes comícios nos quais atacaram os rivais para tentar evidenciar as diferenças entre eles e ganhar votos de última hora. Em Lille, Juppé, que as pesquisas colocavam na liderança isolada e que perdeu vantagem nos últimos dias, manteve seu perfil moderado e considerou como "irreais" as medidas propostas pelos adversários. Além disso, disse que os erros cometidos no passado são de responsabilidade de Sarkozy, então presidente, e Fillon, primeiro-ministro na mesma época. Sarkozy, por sua vez, durante comício em Nimes, voltou a se apresentar como o candidato da ruptura com as políticas atuais, acusou Fillon de querer elevar os impostos e Juppé de não representar uma mudança radical em relação ao governo de Hollande. Fillon, que tem ganhado fôlego na reta final, organizou um grande ato em Paris para anunciar uma surpresa. Na noite de sexta-feira, uma pesquisa do jornal Le Monde o colocava na primeira posição do primeiro turno das prévias, com 30% dos votos, um ponto a mais que Juppé e Sarkozy. MD/efe/afp

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