Desenvolvimento humano cresce no Brasil, mas em ritmo menor

Estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revela que qualidade de vida melhorou no país de 2011 a 2014, mas em passos mais lentos ante 2000-2010. Apenas a renda cresceu em ritmo mais acelerado.O desenvolvimento humano cresceu no Brasil entre 2011 e 2014, mas em ritmo mais lento quando comparado à década anterior, informou o estudo Radar IDHM divulgado nesta terça-feira (22/11). O relatório – parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro – compara 60 indicadores socioeconômicos usando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). De acordo com o estudo, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) brasileiro cresceu a uma taxa média anual de 1% entre 2011 e 2014, subindo de 0,738 para 0,761 e mantendo-se, assim, numa classificação considerada alta – quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano na região. Em comparação, o ritmo de crescimento no período de 2000 a 2010 foi de 1,7%. Todas as três dimensões que compõem o IDHM – educação, renda e longevidade – apresentaram crescimento contínuo entre 2011 e 2014. O indicador de educação passou de 0,820 em 2011 para 0,836 em 2014, permanecendo muito alto. O de longevidade pulou de 0,676 para 0,706, subindo do nível médio para alto. Já o IDHM de renda cresceu de 0,718 para 0,741, mantendo-se alto. Dos três subíndices, apenas a renda apresentou taxa de crescimento anual acima da verificada nos anos de 2000 a 2010, quando ficou em 0,7%. Entre 2011 e 2014, o ritmo de crescimento foi de 1,1%. O IDHM de educação, por sua vez, cresceu anualmente a uma taxa de 1,5% entre 2011 e 2014, ante 3,4% no período anterior. Já o índice de longevidade, que havia registrado crescimento anual de 1,2% nos anos de 2000 a 2010, subiu apenas 0,6% ao ano no período avaliado neste último estudo. A pesquisa analisou ainda 60 indicadores para o Distrito Federal e nove regiões metropolitanas. Segundo o relatório, todas apresentaram tendência de aumento do desenvolvimento humano, com destaque para Curitiba, Recife e Rio de Janeiro. Entre as que apresentaram os menores avanços estão as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo. O Radar IDHM destaca que, apesar de os indicadores econômicos terem dado os primeiros sinais de desaceleração e estagnação entre 2011 e 2014, "a população brasileira não sofreu grandes impactos no período". De acordo com o relatório, isso se deve à "robustez dos programas sociais, que ofereceram apoio em dimensões básicas da vida humana, como saúde, educação e renda". EK/abr/efe/lusa/ots

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