Trump não vai investigar Hillary

Assessora afirma que presidente eleito dos EUA não pretende impulsionar investigações sobre o uso de um servidor privado de e-mails, o que contraria promessa de campanha.O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende impulsionar novas investigações sobre o uso de um servidor privado de e-mails pela democrata Hillary Clinton nem sobre práticas da Fundação Clinton, afirmou nesta terça-feira (22/11) uma assessora do republicano. A decisão contraria uma promessa de campanha do republicano. "Eu acredito que, quando o presidente eleito diz antes mesmo de tomar posse que não deseja prosseguir com essas acusações, ele está enviando uma mensagem muito forte, em tom e conteúdo", disse Kellyanne Conway, que foi diretora de campanha e é uma das assessoras mais próximas do magnata, em entrevista à emissora MSNBC. Conway ainda acrescentou que Hillary "precisa encarar o fato de que a maioria dos americanos não a considera uma pessoa honesta ou confiável". "Se Donald Trump pode ajudá-la a se curar, talvez isso seja uma coisa boa", disse a assessora, referindo-se à intenção do presidente de não investigá-la. Hillary, rival de Trump na corrida presidencial, foi alvo de investigação do FBI por ter usado um provedor privado de e-mails para tratar de assuntos do governo quando era secretária de Estado americana, entre 2009 e 2013. O FBI decidiu arquivar o caso. Durante o segundo debate presidencial, em outubro, Trump fez ameaças a Hillary ao prometer que, caso fosse eleito presidente, nomearia um procurador especial para investigar o escândalo de e-mails, pois considerava que a atitude da democrata havia oferecido riscos à segurança dos EUA. Na ocasião, Hillary respondeu que "é simplesmente muito bom que alguém com o temperamento de Donald Trump não esteja no comando da legislação do nosso país". O magnata, então, retrucou: "Sim, porque [do contrário] você estaria na cadeia". Durante a campanha, Trump ainda acusou a rival de ter usado a influência do cargo de secretário de Estado para obter doações para a Fundação Clinton e contratos para que seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, fizesse discursos remunerados – o que também seria investigado caso fosse eleito. Desde sua eleição, no entanto, o republicano vem desviado de perguntas sobre o assunto, afirmando ter outras prioridades como chefe de Estado. Nesta segunda-feira, Trump anunciou que vai retirar os EUA do Tratado Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) já em seu primeiro dia no novo cargo. Hillary, por sua vez, em ligações com doadores de campanha e membros do Partido Democrata, chegou a atribuir sua derrota em grande parte à decisão do FBI de rever o escândalo de e-mails às vésperas da eleição. Após análise de novas mensagens, o órgão decidiu que não era justificado um processo criminal contra a então candidata, mas a corrida à Casa Branca já havia sido sacudida. EK/efe/dpa/afp/ap/ots

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