Trump repudia apoiadores que fizeram saudação nazista

Em entrevista ao "New York Times", republicano diz condenar conferência de extrema-direita em seu apoio. Magnata fala ainda sobre desejo de promover a paz no Oriente Médio e afirma ter "cabeça aberta" sobre o clima.O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, repudiou nesta terça-feira (22/11) o grupo da chamada "alt-right" (direita alternativa) que usou saudações nazistas para celebrar a vitória do republicano durante uma conferência nacionalista em Washington, no fim de semana passado. "Eu os condeno. Eu rejeito e condeno", afirmou Trump ao jornal americano New York Times, segundo citações publicadas no Twitter pelos jornalistas Mike Grynbaum e Maggie Haberman, que participaram da entrevista. "Não é um grupo que eu quero estimular. Se eles se sentem estimulados, eu quero investigar e descobrir o motivo", acrescentou o republicano. A conferência em questão foi organizada pelo National Policy Institute (NPI), um think thank conhecido por promover opiniões nacionalistas brancas. Richard Spencer, presidente do NPI e tido como o criador do termo "alt-right", proferiu um discurso antissemita durante a reunião. A expressão, que vem de Alternative Right, tem sido muito usada desde que Trump nomeou Stephen Bannon para ser seu estrategista-chefe. Ao NYT, o presidente eleito defendeu Bannon das recentes críticas de que ele seja de extrema direita, dizendo que o conhece "há muito tempo". "Se eu achasse que ele é racista ou alt-right, eu nem teria pensado em contratá-lo", declarou o magnata. Paz no Oriente Médio Ao ser questionado sobre o conflito no Oriente Médio, Trump declarou que os EUA precisam "acabar com a loucura que está acontecendo na Síria". "Nós temos que resolver esse problema", afirmou ele, acrescentando que tem "uma visão diferente de todo mundo" sobre a questão. O presidente eleito disse ainda que "adoraria ser a pessoa que promoverá a paz entre Israel e os palestinos". "Essa seria uma grande conquista", destacou, sugerindo que seu genro Jared Kushner, marido de sua filha Ivanka Trump, poderia ter um papel importante nessa negociação. Mudanças climáticas O meio ambiente virou um tema polêmico da campanha eleitoral de Trump, que chegou a chamar o aquecimento global de fraude e ameaçou não cumprir o histórico Acordo de Paris. Ao New York Times, ele disse que, de fato, considera a possibilidade de retirar o país de acordos internacionais sobre o clima, mas afirmou ter uma "mente aberta" sobre a questão. Para o republicano, a prioridade é saber "quanto isso vai custar para nossas companhias". Questionado se acredita na relação direta entra a atividade humana e as mudanças climáticas, ele afirmou: "Eu acho que há alguma conexão. Algo, alguma coisa. Isso depende do quanto". Investigações contra Hillary Durante a entrevista, Trump ainda confirmou a declaração recente de uma de suas assessoras de que, como presidente, não pretende impulsionar novas investigações sobre o uso de um servidor privado de e-mails pela democrata Hillary Clinton, como havia prometido durante a campanha presidencial. "Eu não quero machucar os Clintons, eu realmente não quero. Ela passou por muita coisa e sofreu bastante, de muitas maneiras diferentes", disse o magnata, citado pelo jornalista Mike Grynbaum. A entrevista de Trump ao New York Times, que durou cerca de uma hora e meia, aconteceu após uma série de críticas e ataques do republicano ao veículo durante toda a campanha eleitoral. Nesta terça-feira, o empresário chegou a cancelar a reunião com o jornal, alegando que "os termos e condições do encontro foram alterados de última hora", mas voltou atrás na decisão horas depois. EK/efe/afp/lusa/ots

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