Em Miami, exilados cubanos fazem festa pela morte de Fidel

Centenas se reúnem nas ruas de "Little Havana" para celebrar a notícia da morte do líder revolucionário. Na capital cubana, clima é de tranquilidade.Centenas de exilados cubanos saíram às ruas de Miami, nos Estados Unidos, para festejar a morte do ex-presidente Fidel Castro na manhã deste sábado (26/11). O histórico líder cubano morreu na noite de sexta-feira, aos 90 anos. Gritos de "Cuba livre" e "liberdade" foram ouvidos em várias ruas da chamada "Little Havana", em Miami, onde exilados se reuniram para dançar, cantar e beber. Também eram visíveis várias bandeiras e sinais de satisfação com a notícia, como buzinas ou música alta. A festa se concentrou em frente ao café Versailles, um lugar emblemático da rua 8, uma das principais de "Little Havana". Miami abriga milhares de exilados cubanos, que ao longo de décadas fugiram do regime comunista da ilha. O primeiro grupo, de 600 pessoas, chegou logo depois do triunfo da Revolução Cubana, em 1959. "É triste que se encontre alegria na morte de uma pessoa, mas essa pessoa nunca deveria ter nascido", comentou o professor Pablo Arencibia, de 67 anos, que fugiu de Cuba há 20 anos. "Satanás é que agora tem que se preocupar" porque "Fidel está chegando e vai tentar pegar o trabalho dele", ironizou outro exilado, Pablo Arencibia. Calma em Havana Já as ruas de Havana mostram um ambiente de absoluta normalidade, poucas horas depois do anúncio da morte de Fidel, relata a agência de notícias Efe. Como é habitual nas noites de sexta-feira e nos fins-de-semana, a emblemática esplanada Malecón é ponto de encontro de cubanos que se reúnem para escutar música, passear ou simplesmente admirar o mar. Durante a madrugada, poucos pareciam saber da notícia, incluindo turistas que passeavam por Havana, relataram repórteres da Efe. O pronunciamento do presidente cubano, Raúl Castro, informando na TV sobre a morte de seu irmão, realizou-se pouco antes da meia-noite, e muitos cubanos já tinham ido dormir. Além disso, não houve aviso prévio que prendesse a atenção do público, ao contrário de várias outras ocasiões relevantes, como no anúncio da normalização das relações diplomáticas com os Estados Unidos, em 17 de dezembro de 2014. Também era calmo o ambiente na icônica Praça da Revolução, embora o lugar estivesse fechado para os ensaios do desfile militar programado para 2 de dezembro, 60º aniversário do desembarque do navio Granma, fato que deu início à Revolução Cubana. AS/efe/lusa

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