Milhares vão às ruas em apoio à Lava Jato e contra a corrupção

Manifestantes protestam em defesa da operação e contra a aprovação pela Câmara de pacote de medidas anticorrupção com alterações. Manifestantes vestem verde e amarelo e gritam "Fora Renan" e "Viva Moro$escape.getQuote().Vestidas de verde e amarelo, milhares de pessoas se reunem neste domingo (04/12) em cerca de 200 cidades brasileiras para protestar em defesa da Operação Lava Jato e o contra o pacote de medidas anticorrupção aprovado com modificações pela Câmara nesta semana. Leia mais: Como nova lei anticorrupção pode afetar investigações Entre os movimentos que convocaram os protestos, que acontecem em horários diferentes em cada cidade, estão o Vem pra Rua e o Avança Brasil. Segundo a Polícia Militar, entre 4 e 5 mil pessoas participavam pacificamente pela manhã da manifestação diante da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Segundo os organizadores, eram mais de 15 mil manifestantes. A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal montou um forte esquema de segurança. No Rio de Janeiro, centenas de pessoas se aglomeraram nos cerca de 800 metros que separam os postos 4 e 5 da Praia de Copacabana, em manifestações contra a decisão da Câmara dos Deputados de aprovar, com alterações, o projeto de lei 4850/2016, que inclui medidas anticorrupção. Além do movimento Vem pra Rua, o protesto na cidade foi convocado pela Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj) e Associação do Ministério Público do Estado (Amperj). Na avaliação das entidades, "a manifestação é uma oportunidade para que todos se juntem contra a responsabilização criminal de juízes e membros do Ministério Público". Renan, Maia e Moro Durante o ato no Rio, os manifestantes gritavam palavras de ordem e ostentavam slogans como: "Diga não a esse absurdo. O que o povo pedia? Prisão aos corruptos! O que eles entregaram? Prisão a juízes e promotores", "Podem até calar a Justiça, mas não podem calar a voz do povo", além de palavras de ordem como "Fora Renan", "Fora Maia" [Rodrigo Maia, presidente da Câmara] e "Viva Moro", em alusão ao juiz federal Sérgio Moro. Organizadores estimaram em 600 mil o número de manifestantes. Na Avenida Paulista, em São Paulo, o protesto teve início às 14h (horário de Brasília), sendo o espaço da via dividido pelos movimentos Vem Pra Rua, Brasil Livre, Nas Ruas e Intervencionistas – grupo que ocupou a Câmara em novembro, pedindo intervenção militar. O grupo cantou o Hino Nacional no início da manifestação. Um boneco "Pixuleco" do presidente do Senado, Renan Calheiros, foi inflado na avenida. Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou parcialmente uma denúncia contra Renan, tornando-o réu pela primeira vez. Ele é acusado de receber propinas de uma construtora para o pagamento da pensão de uma filha, de 2004 a 2006. Em nota divulgada neste domingo, o presidente do Senado disse que "as manifestações são legítimas e, dentro da ordem, devem ser respeitadas". Entre as cidades em que já houve protestos estão Belo Horizonte, Salvador, Recife, Maceió, Belém, Manaus, Campinas e outras cidades do interior de São Paulo. LPF/abr/ots

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