Berlim lamenta saída de Renzi

Marcel Fürstenau (md)

Após o anúncio de renúncia do primeiro-ministro da Itália, governo da Alemanha ressalta ser importante manter o curso político e econômico e oferece parceria e cooperação estreita.A chanceler federal alemã, Angela Merkel, tomou conhecimento "com pesar" da renúncia do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, informou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, nesta segunda-feira (05/12). Segundo este, a cooperação com Renzi foi "muito boa e plena de confiança mútua". No entanto, deve naturalmente ser respeitada a decisão democrática dos italianos e a do primeiro-ministro. Além disso, o futuro governo italiano receberá de Merkel a oferta de uma "cooperação estreita, em amizade e parceria". Seibert não quis fazer análises mais aprofundadas, limitando-se a observar que os italianos votaram em referendo sobre "questões importantes da Constituição italiana e da estrutura interna da Itália", a respeito das quais não cabe a um porta-voz do governo alemão tecer comentários. Independentemente do resultado do referendo, porém, os países-membros da União Europeia continuam a ter as mesmas tarefas diante de si: organizar uma cooperação concentrada nas áreas mais importantes, "de forma eficaz e que traga resultados concretos para os cidadãos". Contribuição pouco positiva Do ponto de vista do ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, a decisão dos italianos é "decepcionante", comunicou a porta-voz Sawsan Chebli, acrescentando que o que acontece depois do referendo deve ser decidido em Roma e na Itália. Segundo o ministério, a renúncia de Renzi não é uma situação "fácil": trata-se de "uma crise de governo, não de uma crise de Estado, nem do ocaso do Ocidente, mas tampouco é uma contribuição positiva, em meio a nossa crise europeia". Steinmeier espera que o futuro governo da Itália continue o curso definido por Renzi. Por sua vez, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, não espera mudanças de curso fiscais numa Itália altamente endividada. Segundo um porta-voz de seu ministério, qualquer futuro governo italiano "se sentirá vinculado" ao Pacto de Estabilidade Europeu. O ministro da Economia e vice-chanceler federal alemão, Sigmar Gabriel, também acredita que "continuará o caminho escolhido de modernização". No entanto, "amargo" para Renzi e para a Itália o fato de 59% dos eleitores terem votado contra a reforma constitucional defendida pelo primeiro-ministro. Gabriel acrescentou que nos últimos anos Renzi promoveu avanços em seu país em muitas áreas e que o futuro governo deve dar continuidade a isso. "Só os populistas lucram com a imobilidade", disse, frisando que " toda a Europa precisa de uma maior dinâmica econômica", algo que também é "no interesse alemão".

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