Alemanha detém iraquiano acusado de agressão sexual

Com base em exames de DNA, promotoria acusa refugiado do Iraque de 31 anos por crimes sexuais contra duas estudantes chinesas em Bochum. Caso, somado ao de Freiburg, reaviva debate sobre política migratória no país.A polícia alemã prendeu nesta terça-feira (06/12) um refugiado do Iraque de 31 anos, acusado de ter agredido sexualmente duas mulheres na cidade de Bochum. A prisão ocorre três dias após a detenção de outro refugiado, um afegão de 17 anos, suspeito de estuprar e matar uma jovem em Freiburg. Os dois casos reacenderam o debate sobre a política migratória adotada pela chanceler federal Angela Merkel no país, que, sozinho, recebeu cerca de 1,3 milhão de requerentes de refúgio desde 2015. Leia também: Um crime abala a liberal e receptiva Freiburg Em Bochum, a primeira agressão ocorreu em agosto deste ano, quando o suspeito tentou estuprar uma estudante chinesa de 21 anos. O segundo crime foi em novembro, também contra uma universitária que veio da China, de 27 anos. Nesse último caso, o estupro de fato aconteceu. Em pronunciamento à imprensa nesta terça-feira, os promotores responsáveis pelo caso explicaram que testes de DNA já haviam comprovado que os dois crimes, ambos no distrito universitário de Bochum, tinham o mesmo autor. A busca pelo criminoso, porém, vinha sendo feita às cegas. Na semana passada, a polícia recebeu uma pista que se tornou crucial para encontrá-lo: fotos de um homem escondido atrás de um arbusto exatamente no mesmo local da segunda agressão. Segundo a promotoria, a partir das fotos, as forças de segurança conseguiram localizar o suspeito, um requerente de refúgio vindo do Iraque. Após novo exame de DNA feito com amostras da saliva, a relação ficou comprovada. "O resultado do teste é claro", disse o promotor Roland Wefelscheid. O suspeito responderá pelos crimes de tentativa de homicídio, tentativa de estupro, estupro consumado e roubo, pois levou dinheiro de uma das vítimas. Ele também foi acusado por dois delitos de lesão grave, porque violentou gravemente as estudantes durante o ataque, dando golpes no pescoço e na cabeça na tentativa de anular a resistência das vítimas, segundo informou a promotoria. O iraquiano, que nega ser autor das agressões, chegou na Alemanha em dezembro de 2015 com a mulher e dois filhos. Ele vivia com a família num campo de refugiados próximo ao local dos crimes. Apelo contra xenofobia O debate já inflamado na Alemanha sobre a política migratória de Merkel vinha em alta desde o fim de semana passado, quando um refugiado afegão de 17 anos foi detido sob suspeita de estuprar e matar uma jovem de 19 anos na cidade de Freiburg, no sudoeste da Alemanha, em outubro. A estudante de Medicina Maria L. estava a caminho de casa com sua bicicleta, após sair de uma festa, quando foi estuprada e assassinada. Seu corpo foi achado no rio Dreisam. A prisão ocorreu após um teste de DNA comprovar que um fio de cabelo encontrado na cena do crime pertencia ao rapaz. O caso, que foi seguido de críticas vorazes por parte do partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD), levou a chanceler Merkel e outros membros do governo alemão a fazerem um apelo contra a xenofobia, pedindo para que não sejam feitas conclusões generalizadas sobre o caso. Em entrevista ao jornal Bild, o vice-chanceler federal e ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, insistiu que crimes hediondos como esse "já existiam [no país] antes da chegada do primeiro refugiado do Afeganistão ou da Síria". O político rechaçou qualquer comentário ou atitude xenófoba. EK/dpa/efe/rtr

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