França quer prolongar estado de emergência até julho

Governo considera alto o risco de ataques terroristas no momento em que o país se prepara para realizar eleições presidenciais e legislativas entre abril e junho de 2017. Proposta será submetida ao Parlamento.O primeiro-ministro da França, Bernard Cazeneuve, anunciou neste sábado (10/12) que o governo quer prolongar o estado de emergência em vigor desde os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015, em Paris, por mais sete meses, até 15 de julho de 2017. A prorrogação da medida de exceção, que ainda deverá ser submetida ao Parlamento, é uma resposta à persistência da ameaça terrorista no momento no qual a França se prepara para realizar – entre abril e junho de 2017 – eleições presidenciais e legislativas, afirmou Cazeneuve. Ao deixar a reunião de um Conselho de Ministros extraordinário, o chefe de governo disse à imprensa que a decisão dará tempo suficiente para que o presidente e o Parlamento eleitos analisem a situação de segurança antes de se pronunciarem. O atual estado de emergência expira em janeiro. No entanto, após a renúncia do ex-primeiro-ministro Manuel Valls, que se apresentará como candidato nas eleições presidenciais, o novo governo de Cazeneuve deveria revisar a medida em um prazo de 15 dias. Tudo indica que o prolongamento contará com amplo apoio no Legislativo, mas o estado de emergência conta com vários críticos na França, sobretudo organizações civis que consideram que o mesmo é ineficaz para a luta contra o jihadismo e viola os direitos fundamentais. A extensão da medida, que acontecerá pela quinta vez desde que foi decretada, "é indispensável para assegurar o maior nível de proteção" aos cidadãos, considerou Cazeneuve, que tinha ao seu lado os ministros de Interior, Bruno Le Roux, e da Justiça, Jean-Jacques Urvoas. Após garantir que a "ameaça terrorista continua em um nível particularmente elevado", o primeiro-ministro lembrou que, desde o início deste ano, as forças de segurança frustraram 17 atentados e detiveram 420 pessoas vinculadas com redes jihadistas, por isso o estado de emergência "demonstrou amplamente sua eficácia". "Constatou-se uma redução no número de retornos [do Iraque e da Síria], o que faz com que a organização terrorista 'Estado Islâmico' (EI) incite cada vez mais indivíduos a tomarem ações diretamente em solo francês", argumentou Cazeneuve. Apesar de tudo, o primeiro-ministro insistiu que o estado de exceção "não tem vocação de permanência, [mas] está ligado à noção de perigo iminente". FC/efe/lusa

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