Boca de urna indica vitória de social-democratas na Romênia

Projeção indica que partido vai retornar ao poder depois da renúncia do ex-primeiro-ministro Victor Ponta, em 2015. Centro-direita obteve cerca de 20% dos votos.O Partido Social-Democrata (PSD) da Romênia venceu com ampla margem as eleições parlamentares deste domingo (11/12), alcançando 45% dos votos, segundo uma sondagem de boca de urna. A afluência às urnas ficou abaixo de 40%. O Partido Nacional Liberal (PNL), que sustentou no poder durante o último ano, junto com outras formações de centro-direita, um governo tecnocrata dirigido pelo ex-comissário europeu Dacian Ciolos, conseguiu 21% dos votos, segundo a pesquisa. Para o PNL, a eleição vai determinar os rumos do combate à corrupção no país. O partido acusa os social-democratas, em parte oriundos dos antigos comunistas, de tentarem impedir o combate à corupção. O PNL defende que o Ciolos, que não é filiado a nenhum partido, fique no cargo. Porém, o resultado da eleição indica que os social-democratas não foram afetados nem pelos vários casos de corrupção que atingiram o partido nem pela renúncia do ex-primeiro-ministro Victor Ponta, em novembro de 2015, após o incêndio numa discoteca de Bucareste que causou 64 mortes. A União Salvar a Romênia (USR), formada há seis meses e que tinha atraído muitos descontentes com uma mensagem contra a corrupção e o nepotismo, conseguiu 8% dos votos, muito abaixo do que previam as sondagens antes das eleições. Durante a campanha, a USR apoiou Ciolos como futuro primeiro-ministro. A União Democrata dos Húngaros da Romênia (UDMR), a formação de minoria húngara, conseguiu 6%. Os primeiros resultados parciais serão apresentados na manhã de segunda-feira. Cerca de 18,8 milhões de eleitores estavam convocados a escolher 466 deputados e senadores mediante um sistema de votação proporcional. O PSD conta com o apoio do voto rural e o de pessoas de mais idade. Durante a campanha prometeu aumentos nos salários públicos e aposentadorias, elevação dos gastos sociais e reduções de impostos. O PNL tem respaldo nas cidades e entre eleitores mais jovens e prometeu manter a disciplina fiscal e promover a transparência na gestão de governo. O líder social-democrata, Liviu Dragnea, não poderá ser designado primeiro-ministro por ter sido condenado por fraude eleitoral. O PSD disse que não revelaria o nome de seu candidato a primeiro-ministro até a inauguração da nova legislatura, em 19 de dezembro, embora sejam cogitados para o cargo os nomes dos ex-ministros Eugen Teodorovici e Rovana Plumb. A Romênia, país-membro da União Europeia desde 2007, deve crescer 5,1% este ano, mas continua sendo o segundo país com receita mais baixa do bloco e mais de um terço de sua população corre risco de cair na pobreza. AS/lusa/efe/dpa/afp

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