"Estado Islâmico" volta a controlar Palmira

Ativistas e autoridade regional afirmam que jihadistas retomaram controle sobre cidade histórica, depois de terem sido brevemente expulsos com o auxílio de bombardeios russos.Os jihadistas do grupo "Estado islâmico" (EI) retomaram neste domingo (11/12) o controle sobre a cidade histórica de Palmira e suas ruínas romanas, após quatro dias de intensos combates, e mais de oito meses depois de terem sido expulsos do local, afirmaram ativistas e uma autoridade síria. Os extremistas do EI "controlam totalmente a cidade de Tadmur [nome árabe de Palmira], seu aeroporto, sua área arqueológica e sua cidadela", afirmou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. O governador da província de Homs, Talal Barazi, disse à televisão síria que as Forças Armadas estavam usando todos os meios disponíveis para tentar retomar a cidade, controlada pelos jihadistas. Os soldados sírios, que contavam com cobertura da força aérea russa, retiraram-se da cidade diante do avanço dos combatentes do EI, segundo o Observatório. Ao menos 120 integrantes das forças leais ao presidente sírio Bashar al-Assad morreram nos combates, acrescentou a ONG baseada em Londres. Os jihadistas haviam recuado no sábado à noite para os arredores de Palmira, após terem conseguido controlá-la quase totalmente, diante dos intensos bombardeios russos à cidade, ao longo da noite. Palmira foi libertada no dia 27 de março, após dez meses de ocupação pelos jihadistas, que dinamitaram três torres funerárias do século 1º, o templo de Bel, o templo de Bal Shamin e o emblemático arco do triunfo. A conquista de Palmira pelo EI, em 20 de maio de 2015, chamou a atenção da opinião pública internacional para a destruição de sítios arqueológicos na Síria e no Iraque devido às guerras em ambos os países. Além disso, os jihadistas utilizaram a venda de artigos históricos para conseguir financiamento e exibiram sua destruição em vídeos e fotos com fins propagandísticos. Localizada num oásis no leste da província de Homs, no centro da Síria, Palmira foi uma das principais atrações turísticas do país até o início da guerra civil, em 2011. FC/efe/ap/afp/rtr

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