1797: Nascia o poeta alemão Heinrich Heine

Um dos maiores poetas alemães do século 19, Heine tornou-se célebre pela afirmação profética "Onde livros são queimados, seres humanos estão destinados a serem queimados também$escape.getQuote().A obra do poeta alemão de origem judaica foi fonte de inspiração para compositores como Felix Mendelssohn, Franz Schubert e Robert Schumann. Heinrich Heine viveu num período cujas mudanças sociais e políticas tiveram consequências em quase todo o mundo: a Revolução Francesa e as guerras napoleônicas. Sua última residência foi em Paris, onde faleceu em 1856, conhecido como um dos principais representantes do cenário literário europeu. Início da vida Ele nasceu em Düsseldorf em 13 de dezembro de 1797. Foi enviado a Hamburgo quando os negócios de seu pai, que era comerciante, começaram a estagnar. Nessa cidade do norte alemão, morou com seu tio rico, o banqueiro Salomon, que o incentivou a seguir seus passos profissionais, sem sucesso. Heinrich estudou nas universidades de Bonn, Berlim e Göttingen, mas o interesse por literatura foi maior do que por direito, apesar de sua graduação em 1825. Ainda estudante, compôs o poema Intermezzo, inspirado no amor por uma prima. Mais tarde, o amor não correspondido seria um dos temas centrais de sua obra. Como na época o ingresso no serviço civil era proibido para judeus, Heine se converteu ao protestantismo. Ele também mudou seu primeiro nome de Harry para uma versão mais germânica: Heinrich. Entretanto, nunca chegou a exercer qualquer função nessa área. Primeiras obras Como poeta, Heine estreou em 1821. E, já no começo de sua longa carreira literária, compôs um de seus poemas mais famosos, Dois granadeiros, que reflete sua admiração por Napoleão. Por razões de saúde passou temporadas nas praias do Mar do Norte, que lhe inspirou uma série de poemas sombrios e pitorescos sobre o amor frustrado, incluídos em seu famoso Livro das canções, uma extensa coleção de versos. Esses primeiros trabalhos mostram influências da época, porém o toque irônico os destaca do mainstream romântico. Suas viagens de verão produziram também a base para os quatro volumes dos Quadros de viagem (1826–31), uma combinação de autobiografia, crítica social e debate literário. Inglaterra e França Em visita à Inglaterra em 1827, ficou horrorizado com os costumes e o materialismo que dominavam a capital inglesa, voltando decepcionado para a Alemanha. No terceiro volume dos Quadros de viagem, Heine satiriza o poeta e dramaturgo alemão August von Platen, que tinha atacado as origens judaicas do poeta. Este ato prejudicou a reputação de Heine. Em 1831 foi a Paris como jornalista para escrever sobre o desenvolvimento do capitalismo e da democracia no país. Três anos mais tarde, se apaixonou por Crescence Eugénie Mirat ("Mathilde" em seus poemas), com quem casou anos mais tarde. Na capital francesa, escreveu livros de viagens e ensaios sobre a literatura e filosofia de sua terra natal, o que não agradou aos censores alemães. A partir daí o poeta passou a ser visado por seu potencial subversivo. Uma frase sua se tornaria profética no contexto do nazismo: "Onde livros são queimados, seres humanos estão destinados a serem queimados também". No fim de 1835, ele se encontrava cercado de espiões, sendo forçado a se exilar em Paris. Sobre o assunto, escreveu: "Quando os heróis saem do palco, os palhaços sobem". Apreciado nos países comunistas Desafiando os censores, Heine escreveu, durante estada na Alemanha, uma longa sátira – Alemanha, um conto de inverno (1844), onde ataca os reacionários. Do mesmo ano data o poema Os pobres tecelões, onde retrata as péssimas condições de trabalho no país, traduzido por Friedrich Engels para o inglês. Graças a ele, Heine se tornou um dos poetas mais estudados em países comunistas. Fim da vida De 1848 até sua morte, Heinrich Heine sofreu de paralisia, ficando prostrado na cama. Historiadores acreditam que seu estado de saúde tenha sido consequência da sífilis. Nesse período, escreveu o Romanceiro, em que expressa a sua concepção hebraica da religião, e o volume de poemas Atta Troll, com reflexões sobre a morte que se aproximava e evocações do seu primeiro amor. O poeta alemão morreu no dia 17 de fevereiro de 1856, em Paris. Um de seus poemas musicados, A Loreley, tornou-se praticamente um hino alemão, sendo lembrado até hoje pelas empresas de turismo que exploram os trechos mais belos do rio Reno. (rsr)

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