Nota de luto por mortos Aleppo viraliza na Alemanha

Anúncio publicado em jornal local alemão expressando pesar pelas mortes na cidade síria abre debate nas redes sociais. Autora da mensagem, uma leitora de 54 anos, diz que queria apenas manifestar sua tristeza.Uma mensagem incomum de luto divulgada num jornal alemão viralizou nas redes sociais. A fim de expressar sua tristeza com o drama humanitário em Aleppo, na Síria, Angelika Becker-Held publicou um anúncio no diário local Aachener Zeitung: "Estou em luto pelos mortos de Aleppo. Com enorme impotência, Angelika Becker-Held." Publicada no sábado, a curta mensagem em pouco tempo foi compartilhada milhares de vezes nas redes sociais, foi reportada em diversos meios de comunicação da Alemanha e apareceu até no principal noticiário televisivo do país. Em grande maioria, as reações são positivas e apoiam a iniciativa de Becker-Held. O anúncio desencadeou um grande debate sobre o conflito na Síria e também em outros cantos do planeta. "Não estou apenas em luto, estou enraivecido com tanta loucura por arruinar assim um país próspero como a Síria", diz um dos comentários, escrito pelo usuário Detlef Kröger. "Todos só falam de Aleppo, mas quem fala sobre Sudão, Sudão do Sul ou sobre Congo e Nigéria? Não vale a pena reportar sobre essas pessoas pobres? Também não queremos que o conflito na Ucrânia seja esquecido – ou isso não é importante?", escreveu Andreas Ohz. Mas também houve quem criticou a ação de Becker-Held. "Com o dinheiro gasto com o anúncio dava para ter pagado algumas refeições quentes para um sem-teto alemão", afirmou Sven Hensing. Em entrevista ao portal alemão Stern, Becker-Held afirmou que, primeiramente, não sabia que seu anúncio tinha atraído tamanha atenção. Ela disse ter divulgado a mensagem simplesmente para expressar seu pesar e solidariedade e que não esperava essa ressonância. "Mas, aparentemente, eu atingi um nervo", disse. Becker-Held, de 54 anos, não possui uma conta no Facebook. Para ajudar refugiados, ela doou roupas e ajudou com informações. Além disso, saúda a política migratória da chanceler federal, Angela Merkel, mas deseja que o governo se comprometa mais em restringir a exportação de armas. Com a situação na Síria, no entanto, ela disse se sentir impotente: "O que se pode fazer? Rezar? Escrever uma carta a [Vladimir] Putin?", questionou. PV/ots

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