Áustria aprova desapropriação da casa natal de Hitler

Parlamentares votam a favor de proposta do governo que encerra anos de disputas legais, com o intuito de evitar que o imóvel se torne um local de peregrinação de admiradores do ditador nazista.Os parlamentares austríacos votaram nesta quarta-feira (14/12) pela desapropriação da casa onde nasceu Adolf Hitler, que passará a ser propriedade do Estado. A decisão pôs fim a anos de disputas legais envolvendo a atual proprietária do imóvel, na cidade de Braunau am Inn. Por ampla maioria, os parlamentares votaram a favor da proposta do governo que visa "evitar a cultura, promoção ou propagação da ideologia nacional-socialista" e impedir que a casa se torne um local de peregrinação dos admiradores do ditador nazista. O destino do imóvel, porém, ainda é incerto. A proprietária, Gerlinde Pommer, havia rejeitado os planos do governo de abrigar no local uma instituição de caridade ou algum órgão da administração pública. Ela não possui o direito legal de tentar reaver a posse da casa, mas receberá uma indenização do Estado. Hitler nasceu em Braunau am Inn, perto da fronteira alemã, no dia 20 de abril de 1889, e viveu na casa em questão durante seu primeiro ano de vida. Três anos depois, a família se mudou para Passau, no estado alemão da Baviera. Durante a Segunda Guerra Mundial, um oficial nazista comprou o imóvel e o abriu para o público. Depois da guerra, a casa foi devolvida aos proprietários originais, a família Pommer. Desde 1972, o Ministério do Interior aluga a antiga casa da família Hitler por cerca de 5 mil euros por mês. O edifício já abrigou uma biblioteca, um banco e, mais recentemente, um centro para pessoas com deficiências, que se mudou do lugar em 2011, depois de a proprietária não permitir a realização de obras para melhorar a acessibilidade. Não há no local muitas referências ao passado da casa, pintada da cor amarela. Apenas uma pedra de granito, vinda do campo de concentração de Mauthausen e colocada ali em 1989, por ocasião do centenário do nascimento de Hitler, recorda o passado inglório. "Pela paz, liberdade e democracia. Fascismo nunca mais. Milhões de mortos servem de advertência", diz a mensagem cravada na rocha. RC/dpa/afp

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