Milhares de pessoas deixam Aleppo

No primeiro dia do cessar-fogo, mais de 3 mil civis são retirados de regiões controladas por rebeldes, diz Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Assad comemora vitória na batalha pela segunda maior cidade da Síria.Milhares de pessoas foram evacuadas da área oriental de Aleppo nesta quinta-feira (15/12), após a entrada em vigor de um cessar-fogo que possibilitou a ação. O presidente sírio, Bashar al-Assad, anunciou que o regime reassumiu o controle total da cidade. O primeiro comboio de ambulâncias e ônibus transportou quase mil pessoas que deixaram a antiga área dominada pelos rebeldes. Segundo a emissora de televisão estatal síria, outros dois comboios também saíram do local. Um deles teria ido para a região de al-Rashideen, controlada por insurgentes. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha confirmou que mais de 3 mil civis e 40 feridos, incluindo crianças, foram retirados de Aleppo. A organização disse que ninguém sabe quantas pessoas ainda estão no leste da cidade e que a evacuação poderá durar dias. As pessoas estão sendo retiradas em ônibus verdes. Segundo um correspondente da agência de notícias AFP, os veículos estão saindo lotados. Muitos estariam com medo de não ter uma outra chance para fugir da região. A evacuação do leste de Aleppo comoveu moradores. Mulheres choravam durante a passagem dos primeiros ônibus por bairros controlados pelo governo. Algumas agitavam bandeiras do país. Comemoração de vitória Numa mensagem de vídeo, Assad parabenizou nesta quinta-feira o povo sírio pela libertação de Aleppo. "Afirmo que o ocorrido hoje é a história, que todos os cidadãos sírios estão escrevendo, mas não começou hoje e sim há cinco anos, com início da crise e a guerra na Síria", disse na gravação, divulgada pela agência de notícias oficial síria Sana. Na última madrugada, as partes em conflito firmaram um acordo para um cessar-fogo na cidade e retirar os insurgentes e civis das regiões cercadas. A saída começou na manhã e ainda não há previsão para o encerramento da operação. Tanto representantes dos rebeldes como do governo disseram que inicialmente serão retirados feridos e doentes, depois civis e por fim combatentes rebeldes. Um diretor do Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou, porém, que ainda não há planos claros de como ocorrerá a retirada dos insurgentes. Segundo o enviado especial da ONU à Síria, Staffan de Mistura, cerca de 50 mil pessoas ainda estariam em bairros que eram controlados pelos rebeldes, destas 10 mil devem ser evacuadas para uma região próxima à província de Idlib, quase toda controlada por grupos rebeldes, e os outros serão levados para áreas em poder do governo. A batalha em Aleppo foi uma das piores na guerra civil, que teve início em 2011. O leste da cidade estava sob controle dos rebeldes desde 2012. O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou nesta segunda-feira que a guerra no país matou mais de 312 mil pessoas desde março de 2011, incluindo 90 mil civis, entre os quais 16 mil crianças. O número de mortos inclui mais de 53 mil rebeldes e cerca de 110 mil combatentes pró-regime, entre forças do governo e milicianos, também estrangeiros. A ONG disse ainda que 55 mil jihadistas foram mortos em combates. CN/efe/rtr/afp

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