Após polêmica, colégio alemão em Istambul celebrará Natal

Diretoria turca da tradicional instituição financiada por dinheiro público da Alemanha havia vetado a realização de atividades natalinas, irritando governo em Berlim. Departamento alemão da escola volta atrás.Um atrito entre a Turquia e a Alemanha foi minimizado nesta segunda-feira (19/12), depois que o "Istanbul Lisesi", tradicional colégio alemão em Istambul, ganhou sinal verde para celebrar o Natal. A autorização veio na forma de um e-mail aos professores após uma reunião da diretoria da instituição, que decidiu voltar atrás quanto a uma proibição tornada pública neste domingo. "Após uma reunião conjunta entre a diretoria turca e o departamento alemão da escola, posso informá-los de que não há nenhuma proibição referente à abordagem do Natal em sala de aula", comunicou o chefe do departamento alemão em um e-mail direcionado ao corpo docente. Na terça-feira passada, o teor do comunicado era bem diferente: "De acordo com uma decisão da diretoria da escola, não se poderá mais lecionar, informar ou cantar sobre os costumes de Natal e a festa cristã durante as aulas", dizia o e-mail enviado pela chefia do departamento. Atrito com Berlim O porta-voz do ministério do Exterior alemão, Martin Schäfer, confirmou a decisão da escola, reiterando a importância da instituição, que existe há mais de um século. Ele negou uma "proibição do Natal" na Turquia, afirmando que ninguém no país proíbe alguém de celebrar a data. A escola pública de ensino médio "Istanbul Lisesi" é considerada uma das melhores da Turquia. Ela recebe milhões de euros por ano da Alemanha. Nela, lecionam 35 professores alemães, pagos, segundo a revista Der Spiegel, com dinheiro do contribuinte alemão. A decisão das autoridades turcas de proibir as celebrações de Natal na escola causou irritação no governo em Berlim, ameaçando azedar ainda mais as relações bilaterais. A Turquia é um aliado crucial para a Alemanha lidar com a crise migratória na Europa, já que aceitou receber de volta imigrantes que partem de seu território rumo à Grécia. O acordo fez a quantidade de refugiados em território europeu despencar em 2016 frente ao ano anterior. IP/dpa

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