AfD culpa política de refugiados por ataque em Berlim

Integrantes do partido populista de direita acusam Angela Merkel e imigrantes de serem responsáveis por tragédia que deixou 12 mortos na capital alemã. "A Alemanha não está mais segura", diz presidente da legenda.Integrantes do partido populista de direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) culparam nesta terça-feira (20/12) a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e sua política de refugiados pelo ataque a um mercado de Natal em Berlim, que deixou 12 mortos. "O meio em que esse tipo de crime pode prosperar foi importado sistematicamente e imprudentemente no último um ano e meio. A Alemanha não está mais segura", afirmou a presidente do partido, islamofóbico e anti-imigração, Frauke Petry. A líder populista de direita exigiu ainda o controle das fronteiras, o fechamento de mesquitas que pregam o jihad e responsabilizou a política de refugiados de Merkel pelo incidente. Antes de Petry, outros integrantes da legenda opinaram sobre o ataque. O primeiro a fazê-lo foi o parlamentar europeu da AfD, Marcus Pretzell, companheiro de Petry. Poucos minutos após o incidente, mesmo sem a confirmação de que a tragédia foi um atentado, Pretzell acusou a chanceler federal. "São os mortos da Merkel", publicou em sua conta no Twitter. O líder do partido Georg Pazderski foi menos enfático nas acusações. "Não estou dizendo que essas mortes são culpa da Merkel, mas há milhares de imigrantes ilegais neste país, incluindo muitos jovens potencialmente violentos", afirmou depois de assinar o livro de condolências na igreja Gedächtniskirche, próxima ao local da tragédia. "Nós sempre alertamos que a política de refugiados de Angela Merkel trazia consigo um grande perigo", destacou o vice-presidente da AfD, Alexander Gauland, alegando que essa possibilidade dada ao grupo extremista "Estado Islâmico" deveria ter sido impedida. No último ano, mais de 900 mil requerentes de asilo chegaram à Alemanha. A cada nova suspeita de que um refugiado poderia ter cometido um crime, a AfD aproveita a oportunidade para se promover entre os céticos da política de refugiados de Merkel. CN/afp/rtr/dpa

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