Alemanha prende suspeito de pedir 180 mil euros ao EI

Segundo autoridades, sírio teria pedido dinheiro ao "Estado Islâmico" para executar ataques com carros-bomba em cidades da Alemanha e de países vizinhos. Homem, de 38 anos, nega planos terroristas.A polícia alemã prendeu na cidade de Saarbrücken um sírio de 38 anos, que estaria planejando atentados com carros-bomba em diversas cidades alemãs e em países vizinhos, afirmou nesta segunda-feira (02/01) a promotoria pública. O suspeito, detido no sábado, teria pedido 180 mil euros ao grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI). Ao prestar depoimento, ele admitiu ter feito contato com o grupo, mas negou ter a intenção de cometer atentados. Ele disse às autoridades que, com o dinheiro, pretendia ajudar a família que vive em Damasco. A polícia chegou ao sírio após a denúncia de um informante. O suspeito foi detido durante uma operação de busca em sua casa. No dia seguinte, um juiz determinou a prisão preventiva, com base na acusação de financiamento do terrorismo. Na residência do suspeito, os investigadores encontraram o celular usado na comunicação com o EI. Pelo Telegram, o sírio trocou várias mensagens com um possível integrante do "Estado Islâmico", que poderia conseguir dinheiro para a realização de ataques. O sírio pediu ao grupo 180 mil euros. Com esse dinheiro, ele pretendia comprar oitos carros e cerca de 500 quilos de explosivos por veículo para atentados suicidas em Berlim, Munique, Stuttgart, Essen, Dortmund, além de alvos na França, Bélgica e Holanda. O suspeito afirmou ao contato que o custo de cada carro para ataque era de 22,5 mil euros. De acordo com as mensagens, os veículos seriam explodidos em meio a multidões para matar um grande número "de não muçulmanos". Os investigadores afirmaram que não há nenhum indício de que o sírio chegou a receber o dinheiro pedido. Segundo o presidente da polícia do estado de Sarre, Hugo Müller, é difícil acreditar que um homem, que nas trocas de mensagens forneceu seu nome e endereço, quisesse dar um calote no EI. O suspeito afirmou ser de Damasco, onde trabalhava como cabeleireiro. Segundo autoridades, ele chegou à Alemanha em dezembro de 2014, pela rota dos Bálcãs, e teve seu pedido de refúgio aprovado. Antes de se mudar para Saarbrücken, ele viveu em Gießen e Frankenberg. CN/epd/dpa/lusa/afp

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