Polícia de Colônia defende ação no Ano Novo e rebate críticas

Polícia afirma que intervenção firme impediu repetição de crimes sexuais ocorridos no ano anterior e se defende de críticas de racismo na abordagem e detenção de pessoas.A polícia da cidade de Colônia, na Alemanha, fez neste domingo (01/01) um balanço positivo da sua atuação durante o réveillon na cidade e se defendeu de críticas de que teria usado critérios raciais para abordar e manter pessoas sob custódia. Segundo o chefe da polícia de Colônia, Jürgen Mathies, a intervenção determinada da polícia impediu que agressões como as ocorridas há um ano, quando foram registrados centenas de casos de agressão sexual e furto, voltassem a acontecer no réveillon de 2016. Apenas dez casos de agressão sexual foram registrados desta vez, nenhum de estupro. "Havia grupos de pessoas que eram tão agressivas quanto [no ano anterior]", afirmou Mathies. Segundo ele, novamente centenas de homens jovens de origem norte-africana se deslocaram para a cidade, mas a grande diferença é que, desta vez, a polícia interviu com determinação, afirmou. Norte-africanos mantidos sob custódia Segundo a polícia, centenas de homens com comportamento agressivo desceram na estação central de trens de Colônia e na estação do bairro de Deutz, do outro lado do Reno. Mais de 650 pessoas tiveram seus documentos verificados por policiais, e, na maioria dos casos, a origem delas era norte-africana. Ainda segundo a polícia, 190 pessoas receberam ordens para não circular em determinadas áreas, e 92 pessoas foram mantidas temporariamente sob custódia, incluindo 16 cidadãos alemães. Outras 27 pessoas foram temporariamente detidas. As autoridades também foram criticadas pela utilização, nas redes sociais, do termo "nafri" para se referir a homens de origem norte-africana. "Na estação central estão sendo verificados agora os documentos de centenas de nafris", afirmou o perfil da polícia de Colônia no Twitter na noite de réveillon. Críticas à atuação policial A copresidente do Partido Verde Simone Peter afirmou que o grande contingente policial diminui claramente a violência e os atos criminosos, mas questionou a legalidade da atuação policial "se quase mil pessoas são abordadas e, em parte, detidas apenas por causa de sua aparência". Ela chamou de "totalmente inaceitável" o uso do termo "nafri". Já a Anistia Internacional afirmou que, pelas informações disponíveis, tudo indica que a aparência norte-africana foi o critério adotado pela polícia para abordar pessoas, o que configura racial profiling. Mathies rebateu as críticas, afirmando que o critério usado pela polícia foi a conduta das pessoas. "Na ampla maioria dos casos havia a clara ameaça de atos criminosos", afirmou, acrescentando que alemães também tiveram seus documentos verificados. Ele lamentou o uso da palavra "nafri" pela polícia, que chamou de "infeliz". Polícia sob pressão A polícia de Colônia estava sob pressão para evitar a repetição dos crimes cometidos no ano anterior, quando um grupo de aproximadamente mil homens – descritos pelas vítimas como de aparência árabe ou norte-africana – ocupou o largo entre a estação central de trens e a catedral. Vários deles cercaram e atacaram mulheres, com o registro de centenas de agressões sexuais e furtos. Dessa vez, a polícia destacou 1.700 policiais para realizar a segurança no centro da cidade. Até mesmo os fogos de artifício, tradicionalmente utilizados pelos alemães na noite de Ano Novo, foram proibidos no entorno da estação central e da catedral. RC/rtr/afp/dpa/epd

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