Alemanha processou mais pedidos de refúgio do que toda a UE

País recebeu mais de 60% dos requerimentos de refúgio de toda a União Europeia nos primeiros nove meses de 2016, e foi responsável por mais da metade do total de pedidos processados no bloco no período.Dados do Departamento de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) divulgados nesta terça-feira (03/01) pelo jornal alemão Die Welt revelam que a Alemanha recebeu e processou mais pedidos de refúgio do que todo o resto do continente nos primeiros nove meses de 2016. Dos 756 mil requerimentos processados em toda a União Europeia (UE) entre janeiro e setembro do ano passado, cerca de 420 mil (55%) foram na Alemanha. Levando-se em conta os pedidos de refúgio, processados ou não, mais de 60% dos 988 mil contabilizados na UE foram feitos na Alemanha. Entretanto, os dados variam quanto ao número exato de pedidos recebidos pelo país: o Eurostat estima que tenham sido 612 mil, enquanto o Ministério alemão do Interior fala em 658 mil. O número de pedidos de refúgio em 2016 não reflete necessariamente a quantidade de refugiados que entraram no país no mesmo período. Muitos dos que pediram acolhimento no ano passado chegaram ao país no ano anterior, mas ainda não haviam conseguido formalizar seus requerimentos. Distribuição entre países Os dados, revelam a desigualdade entre os países europeus no acolhimento aos refugiados apesar dos esforços, liderados pela própria Alemanha, de levar adiante uma distribuição mais justa dos migrantes entre os países do bloco. A Itália recebeu 85 mil pedidos nos três primeiros trimestres do ano passado e processou em torno de 68 mil – o que equivale a menos de 1/6 do total da Alemanha. Em terceiro lugar está a França, que recebeu 63 mil. A Dinamarca, por sua vez, teve uma queda acentuada no número de requerimentos, caindo de aproximadamente 21 mil em 2015 para 5,3 mil entre janeiro e setembro de 2016. Os dados apontam ainda quais Estados-membros da UE fracassaram ao lidar com os requerimentos de refúgio. Na Grécia, foram processados apenas 7,6 mil dos 30 mil pedidos recebidos no período analisado pelo Eurostat. O país, que atravessa uma grave crise econômica, foi utilizado mais como local de trânsito do que destino final para muitos refugiados que fogem de conflitos no Oriente Médio. No entanto, o fechamento da chamada rota dos Bálcãs, utilizada por muitos migrantes para chegar ao centro e ao norte da Europa, tornou difícil para as autoridades gregas darem abrigo a cerca de 50 mil pessoas que se acumulam nos centros de acolhimento pelo país. RC/dpa/kna/afp

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