As companhias aéreas mais seguras em 2016

Fernando Caulyt

Entre as 60 maiores empresas de aviação do mundo, Cathay Pacific, de Hong Kong, lidera ranking pela terceira vez consecutiva. Ano passado foi um dos mais seguros para se voar.Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa aérea Cathay Pacific, de Hong Kong, foi escolhida a mais segura do mundo para voar, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (03/01) pelo Jet Airliner Crash Data Evaluation Center (JACDEC). A organização, sediada em Hamburgo e focada em desastres aéreos, analisou as 60 maiores companhias do globo. Na lista das 12 mais seguras, a empresa de Hong Kong é seguida por: Air New Zealand (Nova Zelândia), Hainan Airlines (China), Qatar Airways (Catar), KLM (Holanda), Eva Air (Taiwan), Emirates (Emirados Árabes Unidos), Etihad Airways (Emirados Árabes Unidos), Qantas (Austrália), Japan Airlines (Japão), All Nipon Airways (Japão) e Lufthansa (Alemanha). A Cathay Pacific não voa para o Brasil e possui uma frota de 147 aviões de passageiros e cargueiros. Segundo o site da empresa, a média de idade de suas aeronaves de passageiros é de oito anos. A companhia cobre 177 destinos em 44 países, incluindo serviços próprios com aeronaves de passageiros ou em codeshare com outras companhias e serviços de carga. Da lista das 12 empresas mais seguras, somente Qatar Airways (4ª colocação), KLM (5ª), Emirates (7ª), Etihad Airways (8ª) e Lufthansa (12ª) voam atualmente com seus aviões e tripulação para o Brasil. No entanto, a Etihad Airways anunciou no ano passado que deixará de voar para São Paulo a partir do final de março deste ano. O estudo do JACDEC coloca ainda a companhia low-cost inglesa EasyJet na 28ª colocação, e a irlandesa Ryanair na 34ª. A alemã Air Berlin garantiu a 20ª colocação. As menos seguras do ranking são a Garuda Indonesia (Indonésia), Avianca Colombia (Colômbia) e China Airlines (Taiwan). A lista completa das 60 companhias avaliadas ainda não foi divulgada. 2016 foi um dos anos mais seguros Segundo o JACDEC, o ano de 2016 foi um dos mais seguros na aviação civil. Segundo a organização, o número de mortos em acidentes vem caindo de forma contínua e, no ano passado, houve 321 fatalidades em todo o mundo. Em comparação, em 2015 foram 521 mortes, incluindo a queda do avião da empresa alemã Germanwings nos Alpes franceses, que deixou 150 vítimas. A organização leva em conta acidentes com aeronaves com mais de 5,7 toneladas e ao menos 19 assentos. Fatalidades com aviões militares são excluídas do levantamento. Por isso, a queda de um avião militar russo com 92 pessoas a bordo, no final de dezembro, não entrou na estatística, por exemplo. Segundo dados da Associação do Transporte Aéreo Alemão (BDL), as empresas aéreas transportaram em 2016 cerca de 3,7 bilhões de passageiros em todo o mundo – quase 12 vezes mais do que em 1970. "A probabilidade estatística de se morrer em um acidente com uma aeronave de passageiros era, em média, uma em 264 mil na década de 1970. Já no ano passado, foi de uma em 12,85 mil", afirma Matthias von Randow, diretor-executivo da BDL. Ou seja, voar ficou cerca de 49 vezes mais seguro. Segundo dados do JACDEC, o pior acidente de 2016 foi a queda do avião da companhia aérea boliviana LaMia a poucos quilômetros do aeroporto de Medellín, na Colômbia. Entre os 71 mortos no desastre estavam jogadores e membros da comissão técnica da Chapecoense.

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