Embaixador britânico na UE renuncia ao cargo

Ivan Rogers antecipa fim do mandato para dar lugar a sucessor antes do início das negociações do Brexit. Processo de saída do Reino Unido da União Europeia deve começar no fim de março.O embaixador britânico na União Europeia (UE), Ivan Rogers, renunciou ao cargo nesta terça-feira (03/01), às vésperas de o Reino Unido iniciar as negociações para o Brexit, a saída do país do bloco. Rogers decidiu antecipar sua saída, prevista para novembro deste ano, "para permitir que um sucessor seja nomeado" antes que o Reino Unido invoque o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, até o fim de março, informou um porta-voz do governo britânico. A ativação do Artigo 50 abre um prazo de dois anos para a negociação da saída de um Estado-membro. "Somos gratos por seu [de Rogers] trabalho e comprometimento nos últimos três anos", disse o porta-voz. No fim do ano passado, Rogers gerou controvérsia ao dizer que um acordo comercial com a UE, depois da saída britânica do bloco, levaria uma década para ser finalizado e corria o risco de fracassar. De acordo com o Financial Times, as relações entre Rogers, que era bem avaliado por outros embaixadores da UE, e a equipe da primeira-ministra britânica, Theresa May, teriam se deteriorado nos últimos meses. O nome do sucessor ainda não foi divulgado. "Nenhuma surpresa" Rogers, nomeado em 2013, foi um dos principais assessores do ex-primeiro-ministro David Cameron durante as negociações que antecederam o referendo para a saída do Reino Unido do bloco europeu. O diplomata foi também secretário privado do ex-ministro de economia Kenneth Clarke e trabalhou com o ex-primeiro-ministro Tony Blair. "A renúncia não foi uma surpresa para os que trabalham com ele", disse um diplomata europeu à agência de notícias AFP. "Ele foi muito competente, mas não estava convencido da decisão pelo Brexit e não estava alinhado com o governo, levando o Reino Unido à uma área perigosa de incerteza." May deve dar detalhes sobre os planos do governo britânico para as negociações de saída da UE ainda neste mês, em meio a críticas sobre a falta de informação a respeito das consequências do Brexit. A expectativa é de que o Reino Unido deixe o bloco no segundo trimestre de 2019. KG/afp/efe

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