Chacina deixa 31 mortos em prisão de Roraima

Detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, são mortos durante a madrugada por outros presos. Ação seria retaliação do PCC ao massacre de Manaus.Ao menos 31 presos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), na zona rural de Boa Vista, em Roraima, foram mortos nesta sexta-feira (06/01), afirmaram autoridades do estado. Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, o tumulto na unidade começou durante a madrugada. Leia mais: Aprisionamento em massa fortalece facções criminosas Leia mais: "Carnificina de Manaus pode se repetir", alerta especialista Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar entraram no presídio no começo da manhã, e a situação já está sob controle, afirmou o governo de Roraima, sem fornecer mais detalhes sobre o que aconteceu. De acordo com a imprensa local, presos podem ter sido decapitados. Um representante do governo de Roraima afirmou à agência de notícias AFP que não houve uma rebelião e que o massacre foi o resultado de uma ação rápida de um grupo de detentos. A ação durou menos de uma hora e a maioria das vítimas foi morta com faca, disse o representante do governo local. Armas de fogo não foram encontradas. Segundo a Folha de S. Paulo, as mortes são uma reação do PCC (Primeiro Comando da Capital) ao recente massacre num presídio em Manaus, onde os mortos era ligados à facção de origem paulista. Os mortos em Roraima, ainda segundo a Folha, seriam ligados à Família do Norte (FDN), grupo rival do PCC. Em declarações ao Estado de S. Paulo, o secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro Júnior, atribuiu o ocorrido ao PCC e disse que a maioria dos mortos estava decapitada e esquartejada. Em alguns dos corpos foi arrancado o coração, acrescentou. Um vídeo divulgado nesta sexta-feira nas redes sociais mostra presos agredindo outros detentos, enquanto gritam que a ação é uma resposta à morte de "irmãos" em Manaus por integrantes da FDN, que, com o apoio do Comando Vermelho (CV), disputa com o PCC o controle do narcotráfico na região Norte. A PAMC é o maior presídio de Roraima e este não é o primeiro conflito registrado no local. Em outubro de 2016, uma rebelião entre membros de fações rivais deixou dez mortos. O local abriga cerca de 1.400 detentos, o dobro da capacidade, e é administrado pelo governo do Estado. As mortes em Roraima ocorrem na mesma semana em que 60 presos foram assassinados em estabelecimentos prisionais do Amazonas. AS/abr/afp/efe/dpa

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