Justiça americana investiga FBI por ações pré-eleitorais

Departamento de Justiça avalia atuação do FBI ao divulgar suspeitas sobre e-mails de Hillary Clinton, poucos dias antes da eleição, e decisão do órgão de investigar novamente democrata após não apresentar denúncia.O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (12/01) que investigará o FBI pela decisão anunciar, a apenas dez dias das eleições presidenciais em novembro, que investigaria novos e-mails relacionados ao caso do servidor privado utilizado por Hillary Clinton. Em comunicado, o inspetor-geral do Departamento de Justiça, Michael Horowitz, disse que o foco da investigação será a decisão do diretor do FBI, James Comey, de fazer declarações públicas poucos dias antes da eleição sobre suspeitas contra Hillary. Horowitz disse também que serão abertas várias linhas de investigação sobre o ocorrido. A controvérsia envolve o envio de e-mails governamentais a partir de um servidor privado por Hillary, na época em que ela foi secretária de Estado, incluindo mensagens que foram classificadas como ultrasecretas. Em primeiro lugar, o inspetor-geral examinará se as políticas e procedimentos do FBI foram ou não coerentes entre si, depois que, no dia 5 de julho do ano passado, Comey, disse publicamente que, segundo as investigações de sua agência, não deveriam ser apresentadas acusações contra Hillary. No entanto, em 28 de outubro, Comey tornou pública uma carta enviada aos presidentes de vários comitês do Congresso americano na qual sugeria que tinha encontrado novas provas que poderiam pôr a atuação da candidata democrata em dúvida. A decisão do Departamento de Justiça é uma resposta as duras críticas sobre como aconteceu a investigação das supostas novas provas pelo FBI, especialmente em relação à publicação das mesmas, provocando um grande escândalo na reta final da corrida presidencial. Em dezembro do ano passado, Hillary afirmou que a carta de Comey, que reabriu a polêmica de seus e-mails, foi um dos fatores que modificou o voto dos eleitores nos swing states – estados onde a disputa era tida como em aberto. A democrata culpou também a polícia federal americana por sua derrota nas urnas. CN/efe/rtr

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