Trump vai barrar refugiados e restringir imigrantes muçulmanos

Presidente planeja decretar a proibição da entrada de imigrantes de países "propensos ao terrorismo", como Síria, Líbia e Irã, e tomar primeiros passos para a construção do polêmico muro na fronteira com o México.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (24/01) que dará os primeiros passos em sua política de segurança nacional nesta quarta, incluindo a construção do polêmico muro na fronteira com o México. "Amanhã será um grande dia para a segurança nacional. Entre muitas outras coisas, construiremos o muro", afirmou o presidente através de sua conta no Twitter, após a imprensa revelar seus planos. Segundo veículos de imprensa, que citam funcionários sob condição de anonimato, Trump pretende também nos próximos dias assinar decretos que reduzem o número de refugiados que ganham o direito de se instalar no país e proíbem a entrada, ao menos temporariamente, de imigrantes de "nações propensas ao terrorismo". A emissora CNN afirmou que os países afetados pela proibição de entrada são Síria, Líbia, Somália, Irã, Iraque e Sudão. Segundo o New York Times, Trump pretende reduzir drasticamente o número de refugiados que recebem permissão para se instalar nos Estados Unidos, afetando principalmente a Síria e outros países de maioria muçulmana. De acordo com sua agenda, Trump assinará as ordens executivas em cerimônia nas instalações do Departamento de Segurança Nacional, cujo novo titular, o general reformado John Kelly, foi confirmado pelo Senado na sexta-feira passada. Segundo informações, Trump convidou para a cerimônia familiares de pessoas mortas por imigrantes ilegais, o que indica que também poderá tomar algum tipo de medida a respeito das deportações de criminosos, como já prometeu. A mão dura com a imigração foi uma das promessas da campanha eleitoral de Trump, na qual superou a democrata Hillary Clinton. Trump prometeu levantar um muro ao longo de toda a fronteira com o México e passar a conta para o país vizinho, assim como deportar 11 milhões de imigrantes ilegais que vivem no país. AS/efe

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