1911: Estreia "O Cavaleiro da Rosa", de Richard Strauss

Catrin Möderler (gh)

Em 26 de janeiro de 1911, estreou em Dresden a divertida ópera "O Cavaleiro da Rosa", provavelmente a peça mais encenada de Richard Strauss.Uma fascinante homenagem à Viena dos tempos da imperatriz Maria Teresa estreou, em Dresden, no dia 26 de janeiro de 1911. Richard Strauss, um dos maiores compositores do século 20, compôs a música para uma leve história de amor em estilo rococó, de autoria de Hugo von Hofmannsthal. O conde Octaviano, de 17 anos, é o amante da bela e madura Marechala von Werdenberg. Por ser tão jovem, seu papel é interpretado por uma mulher. Strauss criou para sopranos os três personagens principais da ópera: a Marechala, Octaviano e Sophie (namorada de Octaviano). O início do 3º ato, quando os três cantam juntos, é um dos melhores exemplos das criações para vozes femininas encontradas nas óperas do compositor alemão. O libretista Hugo von Hofmannsthal concebeu uma Marechala de personalidade forte. No penúltimo momento da ópera, ela elegantemente desiste de seu jovem amante (Octaviano), ao vê-lo novamente apaixonado por alguém da sua idade (Sophie). Na história de Hugo von Hofmannsthal, o amor é simultaneamente mantido e altruisticamente cedido. "Eu escolhi amá-lo da forma certa", canta Marechala. "Então, eu amaria até mesmo o seu amor por outra... A maioria das coisas deste mundo são inacreditáveis quando se ouve falar nelas. Mas quando elas acontecem com você, você acredita nelas e não sabe por quê. (...) Então, que assim seja." Fascinação pela música desde criança O gênio Richard Strauss teve contato intenso com a música desde a mais tenra infância. Visitou concertos e foi aluno de muitos dos grandes mestres da música romântica. "Gosto de me recordar da bela sala Odeon, onde como ginasiano tive a oportunidade de, nos concertos da academia de música, vivenciar todas as sinfonias clássicas, incluindo as dos mestres Bülow, Berlioz e Liszt", disse certa vez. Richard Georg Strauss nasceu em Munique, em 11 de junho de 1864. Filho do principal trompista da orquestra da corte de Munique, recebeu cuidadosa formação musical e, ao deixar a escola em 1882, já tinha composto mais de 140 obras, entre canções, peças orquestrais e de câmara. Com apenas 22 anos, tornou-se regente assistente da orquestra de Meiningen. Parceria com Hofmannsthal Suas melhores óperas surgiram em trabalho conjunto com o poeta Hugo von Hofmannsthal, cujos libretos expressam magistralmente os sentimentos dos personagens e são uma complementação perfeita para a brilhante música de Strauss. Além de O Cavaleiro da Rosa, resultaram dessa parceria Electra (1909), Ariadne em Naxos (1912) e A Mulher sem Sombra (1919). Naquele ano, Strauss deixou o cargo de regente em Berlim para codirigir a Ópera de Viena até 1924. A colaboração com Hofmannsthal, porém, prosseguiu em A Helena Egípcia (1928) e Arabella (1929-1932), terminando com a morte do poeta em 1929. Strauss também teve sorte. Na estreia em Dresden, teve Max Reinhardt, o melhor diretor de teatro época, à sua disposição para dirigir O Cavaleiro da Rosa. Depois de um período em que compôs músicas de vanguarda, Strauss retomou uma linguagem musical delicada e simpática. O Cavaleiro da Rosa é uma ópera com um tom de comédia que contrasta com a concepção trágica de Salomé e Electra. Com o título original em alemão Der Rosenkavalier, a obra situa-se na tradição da opera buffa do século 19, embora manifeste uma invenção temática e uma riqueza de instrumentação próprias do estilo de Strauss.

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