Vice de Trump defende a vida em marcha antiaborto

Como primeiro vice-presidente dos EUA a participar da chamada Marcha pela Vida, Pence afirma que "a vida está vencendo novamente" no país. Trump apoia e destaca importância do ato em Washington.O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse nesta sexta-feira (27/01) que o movimento antiaborto voltou a vencer no país com a vitória de Donald Trump. Pence se tornou o primeiro vice-presidente em exercício a participar da chamada Marcha pela Vida, que todos os anos percorre as ruas de Washington para protestar contra o aborto. "A vida está vencendo novamente nos Estados Unidos", disse o vice-presidente aos manifestantes. "É o melhor dia que já vi para a Marcha pela Vida." Acompanhado da mulher e da filha, Pence celebrou "a eleição de maiorias pró-vida no Congresso" e a ordem executiva, assinada por Trump nesta segunda-feira, que proíbe o uso de recursos do governo para apoiar grupos que pratiquem ou assessorem a prática no exterior. Uma nova vitória para o movimento ocorrerá na "próxima semana", disse Pence, quando Trump irá nomear para a Suprema Corte um juiz contrário ao aborto. O vice-presidente disse que Trump lhe pediu que participasse da marcha e agradeceu à multidão pelo apoio. Como governador de Indiana, Pence aprovou leis de aborto classificadas entre as mais restritas do país. Pouco antes da marcha, Trump manifestou pelo Twitter total apoio à iniciativa, destacando sua importância. Outros presidentes republicanos, como Ronald Reagan (1981-1989) e George W. Bush (2001-2009), enviaram mensagens de apoio à manifestação, mas nunca estiveram presentes no ato. "Geração pró-vida" Não há estimativa oficial sobre quantas pessoas compareceram ao evento. Manifestantes seguravam cartazes com os dizeres: "Opte pela vida", "Sou da geração pró-vida" e "Direitos iguais para pessoas não nascidas". Uma banda de rock cristã entreteve o público. "Estamos aqui para defender os não nascidos, porque ninguém mais pode fazer isso, e ter Donald Trump na Casa Branca deixa todo mundo mais entusiasmado", afirmou Jim Kolar, um manifestantes de 59 anos. No EUA, a sociedade permanece profundamente dividida quanto ao aborto, e defensores da prática também foram às ruas de Washington nesta sexta-feira. De acordo com a mais recente pesquisa do instituo Gallup sobre o assunto, divulgada no ano passado, 47% dos americanos afirmam ser a favor de direitos pró-aborto, e 46%, contrários à prática. O estudo também apontou que 79% dos entrevistados defende a legalização do aborto em alguns ou todos os casos. De acordo com o Instituto Guttmacher, organização de saúde e direitos reprodutivos, o número de abortos nos EUA ficou abaixo da marca de 1 milhão em 2013 pela primeira vez desde 1975. O instituto atribuiu a queda tanto a um maior acesso a métodos contraceptivos quanto a uma onda de restrições ao aborto em vários estados do país. A Marcha pela Vida foi realizada menos de uma semana depois de uma das maiores manifestações da história da capital americana. Em Washington, a Marcha das Mulheres reuniu mais de 500 mil pessoas contrárias às visões de Trump sobre temas como o aborto. LPF/efe/rtr/ap

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