PUBLICIDADE
Topo

1938: Inventado o perlon

29/01/2017 09h23

No dia 29 de janeiro de 1938, o químico alemão Paul Schlack descobriu os fundamentos químicos para o perlon, fio que significou uma revolução na indústria têxtil.No dia 29 de janeiro de 1938, o químico alemão Paul Schlack descobriu os fundamentos químicos para o desenvolvimento do perlon, fibra artificial extremamente resistente. Junto com o nylon, fabricado pela Dupont nos Estados Unidos, o perlon significou uma revolução na indústria têxtil.O invento da fibra sintética resultou de pesquisas de vários anos entre os cientistas. No final, ficaram apenas dois grandes representantes mundiais da indústria química da época: a DuPont, nos Estados Unidos, e a IG Farben, na Alemanha. O objetivo era desenvolver uma fibra tão boa, ou melhor, do que a seda.O responsável pela descoberta na Alemanha foi o professor Paul Schlack, que pela primeira vez no mundo sintetizou o perlon. Cinco milhões de reichsmark (a moeda alemã da época) foram investidos na pesquisa pela IG Farben, que mais tarde se dissolveu, originando a Bayer, Hoechst, Agfa e Basf.Nylon, o concorrenteOs norte-americanos foram um pouco mais lentos e gastaram 20 vezes mais na pesquisa. Alguns meses mais tarde, apresentaram uma fibra sintética muito parecida com a desenvolvida por Schlack, que chamaram de nylon. Apesar de serem materiais muito parecidos, sua fabricação envolvia métodos completamente diferentes.Para não se arruinarem mutuamente, os dois fabricantes trocaram as patentes e assim garantiram cada um a metade dos dois mercados. A primeira utilidade do nylon foi a escova de dente. Mas sensação mesmo foi a meia com o novo material. Já em 1940, a mulher norte-americana podia embelezar suas pernas com o novo produto.As alemãs ainda tiveram que demonstrar paciência. Em vez de pernas eróticas, tiveram de enfrentar a Segunda Grande Guerra. O perlon e o nylon, por seu lado, encontraram grande utilidade na indústria militar, em pára-quedas e pneus. Com a dissolução da fábrica IG-Farben na Alemanha, depois do final da guerra, a patente de número 748253 caducou, os Estados Unidos colocaram a licença à disposição, e a produção do perlon se espalhou pelo mundo.A família moderna da década de 50 já não podia viver sem a fibra sintética: era a camisa do pai, a meia da mãe ou o vestidinho da menina. E não demorou para que toda a casa fosse revestida com materiais sintéticos, do carpete à almofada. (rw)