Irã confirma teste com míssil balístico

Ministro da Defesa diz que lançamento não fere acordo nuclear ou resolução da ONU e que país não vai permitir "ingerência estrangeira". Suspeita sobre teste no fim de semana deixou comunidade internacional em alerta.O ministro da Defesa do Irã, Hossein Dehqan, confirmou nesta quarta-feira (01/02) que o país realizou um lançamento de míssil balístico no último fim de semana. Rumores de que o teste teria ocorrido deixaram a comunidade internacional em alerta. Israel e União Europeia (UE) criticaram a manobra, e o Conselho de Segurança da ONU encaminhou, nesta terça-feira, a questão a seu comitê sobre o Irã, pedindo a abertura de uma investigação. "O recente teste está em linha com nossos planos e não permitiremos a ingerência estrangeira em nossos assuntos de defesa", disse Dehqan. Na terça-feira, o ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, se negou a confirmar o teste, mas reforçou que a "questão dos mísseis não é parte do acordo nuclear" firmado com grandes potências em 2015. "O Irã nunca vai usar mísseis produzidos no Irã para atacar qualquer outro país", afirmou. Testes Segundo um oficial americano, o Irã lançou o míssil balístico no domingo. O dispositivo explodiu depois de percorrer cerca de mil quilômetros. Desde que o acordo nuclear foi assinado, o Irã realizou vários testes balísticos. O mais recente foi o primeiro durante o governo do novo presidente americano, Donald Trump. Na campanha eleitoral, Trump disse que iria interromper o programa de mísseis iraniano. A resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas proíbe o Irã de fazer testes com mísseis de capacidade nuclear, mas o governo iraniano argumenta que os mísseis utilizados pelo país não têm essa característica. "O teste não violou o acordo nuclear ou a resolução 2231", afirmou Dehqan. Nesta terça-feira, a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, afirmou que o mundo deveria ficar "alarmado" após o recente teste do Irã. Ela disse que o governo em Teerã deve "ser ingênuo" ao pensar que os EUA e outros aceitarão o argumento de que não há a intenção de atacar outros países. Ela afirmou que o míssil disparado no último domingo tem capacidade nuclear. KG/efe/rtr/ap

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