Governo colombiano e ELN iniciam negociações públicas de paz

Evento em Quito reuniu negociadores de ambos os lados. Equador mediará as conversas. Agenda abordará questões semelhantes às que foram discutidas com as Farc, como participação política e desarmamento.Depois meses de adiamentos, o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN), o segundo maior grupo armado da Colômbia, começaram nesta terça-feira (07/02) a fase pública de negociações para a paz. Um evento em Quito marcou o início do processo histórico, que será mediado pelo Equador. Os líderes das equipes de negociadores do governo colombiano, Juan Camilo Restrepo, e do ELN, Pablo Beltrán, além de representantes do governo equatoriano, participaram da cerimônia que abriu as mesas públicas de diálogos para a paz. "Felizmente a Colômbia está tentado chegar a uma solução política para o conflito", disse Beltrán. Já Restrepo afirmou esperar que as negociações sejam francas e realistas. Embora as negociações com o ELN sejam independentes das conduzidas com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a agenda abordará temas semelhantes, como participação política, desarmamento e compensação para as vítimas. Leia mais: ELN é desafio maior para a paz do que Farc As negociações entre governo e o ELN tiveram início em início em 2014. No fim de março e em outubro do ano passado, o grupo e o governo colombiano já haviam anunciado o início de uma fase pública, cuja abertura foi condicionada pelo Executivo à solução de algumas "questões humanitárias", como o fim dos sequestros. As etapas foram adiadas, pois o grupo não cumpriu na época os pré-requisitos. O ELN, inspirado na Revolução Cubana, teve origem numa insurreição camponesa de 1964, semelhante às Farc, e ainda mobiliza cerca de 2 mil combatentes. O grupo guerrilheiro é considerado uma organização terrorista pela Europa e pelos Estados Unidos. Em novembro, a Colômbia ratificou o acordo de paz assinado entre o governo e as Farc, após uma primeira tentativa de estabelecer o fim do conflito ser rejeitada em plebiscito. Os 52 anos de conflito armado no país causaram mais de 220 mil mortes. CN/rtr/efe/dpa

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