Colômbia investiga suposto repasse da Odebrecht a Santos

Procurador pede que se apure verba proveniente de subornos pagos pela construtora que teria beneficiado campanha à reeleição. Presidência nega acusação, classificando-a de "temerária$escape.getQuote().O procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, pediu nesta terça-feira (07/02) que se investigue o suposto repasse de 1 milhão de dólares da Odebrecht para campanha de reeleição do presidente Juan Manuel Santos em 2014. Segundo Martínez, o dinheiro pode ter entrado na campanha de Santos por meio do ex-congressista Otto Bula. Ele foi detido por sua participação no esquema de subornos pagos pela construtora brasileira na Colômbia em troca de contratos de infraestrutura, somando mais de 11 milhões de dólares. Leia mais: Caso Odebrecht pode levar presidentes do Peru à prisão Desse montante, Bula teria "tramitado" subornos no valor de 4,6 milhões de dólares, dos quais 1 milhão de dólares teria tido como "beneficiado final a gerência da campanha de Santos de 2014". Uma comissão de 10% teria sido descontada a favor de terceiros. Diretor de campanha rejeita acusação O então diretor da campanha pela reeleição de Santos, Roberto Prieto, disse não conhecer Bula e classificou suas declarações à procuradoria de "infundadas, tendenciosas e caluniosas". "Não deixa de ser tendenciosa essa tentativa de manchar a campanha de 2014, assim como se tentou fazer com a de 2010", criticou. A presidência também negou o ingresso de dinheiro da Odebrecht na campanha. "A presidência solicita às autoridades competentes que antecipem todas as investigações necessárias para estabelecer a verdade sobre esta nova acusação temerária", disse o secretário de Transparência da presidência, Camilo Enciso. Citando Pietro, o secretário afirmou que "a ordem clara e categórica foi de não receber nenhuma doação, de nenhuma pessoa, natural ou jurídica para financiar a campanha". "Os recursos da campanha provêm exclusivamente do dinheiro da reposição de votos nos termos da lei colombiana", afirmou Enciso. A reposição de votos é o dinheiro que o Estado devolve aos candidatos, de acordo com o número de votos obtidos, pelas despesas que tenham tido na campanha. O ex-presidente Andrés Pastrana (1998-2002) também se pronunciou sobre as suspeitas levantadas pelo procurador-geral, afirmando que Santos deve analisar "a possibilidade de renunciar" no caso de se comprovar que a sua campanha recebeu dinheiro da Odebrecht. Na eleição de 2014, Santos teve como principal rival o candidato do partido Centro Democrático, Oscar Ivan Zuluaga – também favorecido por suposto financiamento da Odebrecht a sua campanha. Zuluaga foi citado pelo publicitário Duda Mendonça, que há algumas semanas disse à revista Veja que a construtora lhe pagou honorários para ajudar a campanha do rival Santos. LPF/efe/dpa/lusa

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