Senado confirma escolhido de Trump como procurador-geral

Senador é aprovado por unanimidade por republicanos, apesar de forte oposição de democratas. Fiel assessor do presidente durante a campanha, legislador é alvo de críticas por posições em relação a imigrantes e minorias.O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta quarta-feira (08/02) o legislador republicano Jeff Sessions, nomeado pelo presidente Donald Trump, para o cargo de procurador-geral. Conhecido por suas posições radicais contra minorias e imigrantes, Sessions enfrentou forte resistência dos democratas. Com 52 votos a favor e 47 contra, o senador pelo estado do Alabama foi aprovado para o comando do Departamento de Justiça americano. A confirmação enfrentou uma série de atrasos forçados pelos democratas após Trump causar polêmica ao demitir a procuradora-geral interina Sally Yates. Leia mais: Senado dos EUA impede leitura de carta crítica a Sessions Um dos legisladores mais conservadores do país, Sessions já havia superado o obstáculo mais complexo, a votação na Comissão Judicial na semana passada, e só precisava de maioria simples no Senado. Colegas republicanos e somente alguns poucos democratas aplaudiram o resultado. Desde que Trump indicou Sessions para a procuradoria-geral, membros do partido rival exerceram dura oposição ao senador, classificando-o de próximo demais ao presidente e rígido demais em relação aos imigrantes. Os democratas afirmaram que, como procurador-geral, Sessions não faria o suficiente para garantir o direito ao voto de minorias, leis de proteção aos homossexuais e o direito ao aborto. As críticas se intensificaram depois da demissão de Yates na semana passada. Trump dispensou a procuradora-geral interina após ela considerar ilegal o veto temporário a entrada no país de cidadãos de sete países de maioria muçulmana. Os democratas elogiaram a decisão de Yates e afirmaram que Sessions ajudou Trump a redigir o veto, que é alvo agora de uma batalha legal. Carta de viúva de Martin Luther King Na terça-feira, a senadora democrata Elizabeth Warren foi impedida pela maioria republicana, por meio de uma votação, de ler na Casa uma carta de 1986 da viúva de Martin Luther King. No documento, Coretta Scott King critica Sessions por suas posições racistas e se opõe à confirmação de Sessions como juiz federal – o que acabou não se concretizando. Como procurador federal, Sessions usou seus poderes para impedir "o livre exercício do voto por cidadãos negros", escreveu. Nesta quarta-feira, o senador do Alabama foi aprovado unanimemente pelos colegas de partido, mas conseguiu o apoio de apenas um democrata, Joe Manchin, de Virgína Ocidental. Os republicanos argumentam que, durante sua longa carreira no serviço público e no Senado, Sessions demonstrou integridade e compromisso com a justiça. "Ele é honesto. Ele é justo", disse o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell. "É um colega bem qualificado com uma reverência profunda à lei. Ele acredita fortemente na aplicação igualitária da lei para todos." Senador há 20 anos, Sessions se tornou durante a campanha eleitoral um dos mais fiéis assessores de Trump, compartilhando com ele ideias quanto à deportação em massa de imigrantes ilegais que vivem nos EUA, por exemplo. Assim como os democratas que se opuseram à confirmação de Sessions, grupos de defesa aos direitos civis temem que, sob o comando do republicano, o Departamento de Justiça não seja agressivo o suficiente ao processar casos de abuso. LPF/efe/ap/rtr

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos